Com informações do Tempo Real. A novela envolvendo o imóvel desapropriado na Rua Barão de Itambi, em Botafogo, ganhou mais um capítulo. A Justiça do Rio decidiu, nesta quarta-feira (19), conceder uma liminar que interrompe os efeitos da desapropriação municipal — e, com isso, suspende por ora o leilão do terreno, marcado pela Prefeitura do Rio para acontecer no dia 31 de março.
A suspensão atende a um pedido do Grupo Sendas, responsável pelo imóvel. Eles contestaram a decisão da prefeitura de desapropriar o espaço para instalar um centro de pesquisas em Inteligência Artificial em Botafogo. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) era a principal interessada em assumir o espaço.
O grupo varejista defende que a desapropriação beneficia uma entidade privada em detrimento de negócios já consolidados. O imóvel já abrigou uma unidade da rede de supermercados dos proprietários e seria alugado pelo grupo para instalar uma nova loja do Supermercados Mundial em Botafogo.
Segundo a ação, o grupo estima que a intervenção municipal provocou um prejuízo imediato de R$ 12 milhões.
Além do processo movido pelo Grupo Sendas, a decisão também considerou uma ação popular protocolada pelo vereador Pedro Duarte (PSD), que tramita de forma conjunta por determinação judicial.
Para os magistrados, a manutenção da desapropriação sem análise aprofundada poderia causar danos irreversíveis ao direito de propriedade e ao interesse público. Com isso, todos os atos administrativos referentes à transferência do imóvel ficam congelados até que um novo julgamento aconteça.