O bar Partisan, na Lapa, virou alvo de forte repercussão neste fim de semana após expor na porta uma placa em inglês com a frase “US & Israel citizens are NOT welcome”, barrando cidadãos dos Estados Unidos e de Israel. O caso explodiu nas redes e acabou em multa do Procon Carioca, que classificou a conduta como abusiva e discriminatória. As informações são do Metrópoles.
O dono do bar é Thiago Braga Vieira, carioca de 48 anos. Além de comandar o Partisan, ele também é dono da gráfica Pavunão da Lapa, no mesmo bairro. Thiago é filiado ao PSOL desde abril de 2013 e atua na militância pela legalização da maconha, integrando o Coletivo Movimento pela Legalização da Maconha (MLM), ligado à organização da Marcha da Maconha no Rio.
O nome de Thiago já apareceu antes em um processo na Justiça do Rio. Em 2021, ele acionou judicialmente envolvidos em uma discussão num grupo de WhatsApp da Marcha da Maconha. No processo, foi descrito como militante político ligado ao MLM. A ação, porém, não prosperou. A Justiça entendeu que as mensagens trocadas, embora ofensivas, não configuravam crime, e o último recurso foi rejeitado em 26 de abril de 2023.
A repercussão da placa foi imediata. Ainda no sábado, o Procon multou o estabelecimento em R$ 9.520, por restringir o acesso de consumidores com base na nacionalidade. O órgão afirmou que é inadmissível qualquer distinção desse tipo nas relações de consumo. Depois disso, o caso também virou alvo de uma notícia-crime apresentada ao Ministério Público pelo vereador Pedro Duarte (PSD).