Um incêndio atingiu na madrugada desta quarta-feira (8) o Velódromo Olímpico, na Barra da Tijuca, uma das estruturas construídas para os Jogos Rio 2016 e que hoje funciona como centro esportivo, espaço de eventos e sede do Rio Museu Olímpico.
De acordo com as informações iniciais, o fogo consumiu mais da metade do telhado da estrutura. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 4h17 e mobilizou 60 militares de seis quartéis para a Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra Olímpica. Até o momento, não há registro de feridos, e a causa do incêndio ainda não foi informada.
Segundo os bombeiros, as chamas ficaram concentradas no forro que reveste a cobertura, sem danos aparentes na parte interna do edifício. Às 6h45, o incêndio foi dado como controlado, embora a operação ainda não tivesse entrado na fase final de rescaldo.
O caso atinge um dos equipamentos esportivos mais simbólicos do legado olímpico do Rio. O Velódromo recebeu as competições de ciclismo de pista durante a Rio 2016, foi a última instalação dos Jogos a ser entregue e custou R$ 143 milhões.
Espaço abriga treinos da confederação brasileira
Hoje, o espaço atende cerca de 4.280 pessoas, a partir de seis anos de idade, em 33 modalidades esportivas e de lazer, entre elas vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu, judô, beach tennis e handebol.
O local também mantém convênios com as confederações brasileiras de Ciclismo, Esgrima e Levantamento de Peso, além da federação de Ginástica do Rio de Janeiro, permitindo o treinamento de atletas de seleções e equipes de alto rendimento.
Além da vocação esportiva, o Velódromo também virou palco frequente de eventos. Só em 2025, foram cerca de 50 realizações no espaço.
Desde agosto do ano passado, a estrutura também abriga o Rio Museu Olímpico, inaugurado na parte superior do edifício. O espaço interativo ocupa 1.700 metros quadrados e reúne quase 80 atividades distribuídas em 13 áreas temáticas, com itens ligados aos Jogos, como bolas usadas nas competições, medalhas e tochas olímpicas.
Terceiro incêndio registrado
Não é a primeira vez que o telhado do Velódromo pega fogo. Em 2017, a cobertura foi atingida por incêndios em duas ocasiões diferentes, ambas provocadas pela queda de balões. Na época, os danos foram menores.