A Roche, segunda maior farmacêutica do mundo em faturamento, tenta manter no Brasil o registro de um dos medicamentos mais caros em análise no país. A empresa faturou US$ 74 bilhões em 2025, segundo o ranking da Fierce Pharma, e aguarda uma decisão da Anvisa sobre o Elevidys, terapia genética usada no tratamento da distrofia muscular de Duchenne. O remédio custa cerca de R$ 20 milhões por paciente. As informações são da Coluna do Guilherme Amado.
Por ora, o Elevidys está fora do mercado brasileiro. A venda e o uso foram suspensos temporariamente pela Anvisa em julho de 2025, depois que surgiram informações internacionais sobre casos graves de insuficiência hepática aguda, incluindo mortes após a aplicação do medicamento.
A distrofia muscular de Duchenne é uma doença rara e progressiva, que afeta principalmente meninos e leva à perda gradual de força muscular. No Brasil, o Elevidys foi autorizado em dezembro de 2024, em caráter excepcional, para crianças de 4 a 7 anos que ainda conseguem andar, desde que cumpram critérios médicos específicos. A aprovação veio acompanhada da exigência de novos dados de segurança e eficácia.
É isso que está em discussão agora. A Anvisa diz que analisa informações complementares enviadas pela Roche Farma Brasil e ainda espera novos dados sobre o acompanhamento de pacientes, a eficácia do tratamento e eventos adversos graves. A agência também pediu análises sobre a possível relação entre o medicamento e os casos de insuficiência hepática, mortes e outros eventos graves. O processo tramita em regime de prioridade, mas ainda não tem prazo para uma decisão.