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Polícia Civil desarticula esquema que usava motoristas de aplicativo para roubar carga de R$ 488 mil na Dutra

Polícia Civil desarticula esquema que usava motoristas de aplicativo para roubar carga de R$ 488 mil na Dutra
Policiais civis cumprem mandado na Operação Sentinela — Foto: Reprodução/PCERJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, neste sábado (17), a Operação Sentinela contra uma quadrilha investigada por roubar uma carga de medicamentos avaliada em R$ 488 mil na Rodovia Presidente Dutra. A investigação revelou que o grupo recrutava motoristas de aplicativo para monitorar viaturas policiais e facilitar a ação dos criminosos. Dois suspeitos foram presos por mandados judiciais, um terceiro é considerado foragido e outro homem foi detido em flagrante.

O assalto aconteceu em 30 de setembro, nas proximidades da Pavuna, na Zona Norte do Rio. Cerca de dez criminosos participaram da ação, utilizando pelo menos sete veículos, entre carros e motocicletas. O caminhão, que transportava 16 paletes de medicamentos, foi interceptado poucos minutos depois de sair da transportadora.

Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), ao menos três carros envolvidos no crime estavam cadastrados em uma plataforma de transporte por aplicativo e continuavam circulando normalmente pela cidade. Os motoristas suspeitos permaneciam em pontos estratégicos da rodovia para informar aos assaltantes, em tempo real, sobre a movimentação das viaturas.

“Os motoristas de aplicativo ficam em pontos estratégicos da rodovia monitorando o deslocamento das viaturas, comunicando em tempo real aos roubadores a presença da polícia”, explicou o delegado André Prates. Segundo ele, os investigados utilizavam a atividade profissional como justificativa para permanecer nos locais de vigilância, dificultando a identificação de sua participação no esquema.

A polícia também descobriu que um dos integrantes era responsável por desativar os sistemas eletrônicos de segurança do caminhão. Após o roubo, os criminosos trocaram as placas do veículo pelas de outro caminhão semelhante. O transporte foi posteriormente recuperado perto do Complexo da Maré, mas os medicamentos haviam desaparecido. A investigação aponta vínculos do grupo com criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP).

Em apenas 15 dias, a DRFC identificou cinco carros utilizados no ataque, a partir da análise de câmeras de segurança, leitores de placas e dados de rastreamento, com apoio da inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A Justiça autorizou três mandados de prisão temporária, 15 de busca e apreensão e o recolhimento dos veículos identificados.

Com informações do g1.

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