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Pazuello quer audiência pública para proteger comunidade judaica no país

Pazuello quer audiência pública para proteger comunidade judaica no país

O deputado chamou a atenção para a presença confirmada de células terroristas atuantes na Tríplice Fronteira, que divide Brasil, Argentina e Paraguai.

Por Redação

Após o ataque terrorista do grupo Hamas a Israel no dia 7 de outubro, o deputado federal General Eduardo Pazuello (PL-RJ) entrou com um requerimento na Câmara Federal para a convocação de uma Audiência Pública pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), da qual é membro titular.

Com o tema “O Recente Ataque do Hamas ao Estado de Israel e a presença de Organizações Terroristas na Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai)”, a audiência pretende debater a segurança nacional, principalmente da comunidade judaica que vive em território brasileiro, diante da possibilidade de que células terroristas estejam atuando na fronteira entre os três países.

Para o debate, serão convidados o general de Brigada e Comandante de Operações Especiais do Exército Brasileiro, Andrelucio Ricardo Couto; o Comandante Naval de Operações Especiais da Marinha do Brasil, contra-almirante Claudio Eduardo Silva Dias; o diretor geral da Polícia Federal do Brasil, delegado Andrei Rodrigues; o secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Sakiyama Barreirinhas; o coronel da reserva especialista em guerra assimétrica e operações contraterrorismo Alessandro Visacro; e o cientista político Christian Lohbauer.

Pazuello lembra que a fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza foi criada após a Guerra Árabe-Israelense de 1948 e se manteve praticamente intacta desde então.

Com mais de 1.300 mortos do lado israelense e 2 mil feridos, o ataque realizado pelo Hamas é considerado o pior atentado terrorista no mundo, desde o 11 de setembro de 2001. Foi também o maior ataque já sofrido por Israel dentro de seu próprio território.

Mais recentemente, vídeos divulgados nas redes sociais aumentaram as tensões ao mostrarem o líder do Hamas, Khaled Mashal, ordenando que os islâmicos no mundo iniciassem uma “Jihad” contra todos os judeus que encontrassem nas ruas, e que os mesmos se convertessem em “mártires” pelo Hamas. Mashal ainda pediu ao Talibã, outro grupo reconhecidamente terrorista, que viesse em seu auxílio.

Para o deputado, são inquestionáveis os reflexos e preocupações gerados, sobre grande parte dos países, pelas ações do Hamas, que, de acordo com Pazuello, aconteceram sem qualquer provocação ou declaração de guerra anterior e com a completa inobservância tanto de direitos humanos como dos acordos de paz regionais.

Segurança na Tríplice Fronteira

Conhecida como Tríplice Fronteira, área limítrofe entre Brasil, Argentina e Paraguai, a região é considerada uma das mais propícias à imigração islâmica no continente americano, aspecto confirmado por inúmeros sensos geográficos e notabilizado em grande escala, tanto no meio social, como no comercial e no cultural.

Em 1992, após um atentado à Embaixada de Israel em Buenos Aires que deixou 29 mortos e 242 feridos, o Departamento de Estado Norte-americano emitiu um relatório chamando a atenção para as comunidades xiitas que imigraram para a região e confirmando atividades do grupo terrorista Hezbollah no local. Alguns dias depois, a Jihad Islâmica, grupo armado vinculado ao Hezbollah, requisitou a autoria do atentado.

Dois anos depois, a explosão de um carro-bomba em frente à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), também em Buenos Aires, culminou com a morte de 86 civis e mais de 200 feridos, colocando definitivamente a América do Sul no mapa norte-americanos de potenciais espaços de atuação do terrorismo internacional.

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