Pesquisa feita com 2.016 pessoas mostra que país continua tão dividido quanto nas eleições presidenciais do ano passado.
Por Redação
A pesquisa Datafolha divulgada recentemente trouxe dados interessantes sobre a polarização política no país, que se acirrou nas eleições presidenciais de 2022. Se dizem petistas convictos 29% dos eleitores, ante 25% que afirmam ser bolsonaristas raiz.
Entre os dois grupos, uma zona cinzenta aglomera 18% dos eleitores: 11% afirmando ser mais próximos do petismo e 7%, do bolsonarismo. Outros 21% afirmam ser de centro, enquanto 5% rejeitam qualquer posicionamento político. Apenas 1% não opinou.
Para chegar a esse resultado, o Instituto Datafolha ouviu 2.016 pessoas em 139 cidades, nos dias 12 e 13 deste mês. A margem de erro é de dois pontos para mais e para menos.
Esta é a quarta vez que o instituto busca mapear o espectro ideológico do país depois da eleição mais polarizada desde a redemocratização, em que Lula foi vencedor no segundo turno com apenas 1,8 ponto percentual de vantagem.
Perfil dos eleitores
A pesquisa também traçou um perfil dos eleitores nos dois grupos. Os eleitores da esquerda estão mais concentrados no Nordeste (44% no grupo, que representa 26% da amostra populacional do Datafolha) e em geral são menos instruídos (44% entre quem fez até o fundamental, 28% dos ouvidos), mais pobres (37% entre os 51% que ganham até 2 salários mínimos) e católicos (37%, 47% da amostra).
Já os bolsonaristas convictos são mais encontrados na classe média (33% entre os que ganham de 5 a 10 salários mínimos, 8% da amostra) e se espalham pelas regiões Sul (33%, entre os 14%) Norte e Centro-Oeste (34%, entre os 16%). Além disso, 38% se dizem evangélicos.
O centrão tem maior representatividade entre os jovens de 16 a 24 anos (30% no grupo que representa 17% dos entrevistados), sendo 22% com curso superior (28% de opção pela categoria).
Para as próximas eleições, o ex-presidente Bolsonaro segue com um séquito fiel. Segundo o Datafolha, 36% dos seus eleitores de 2022 dizem confiar ainda mais no ex-presidente. Outros 48% mantiveram igual seu grau de confiança, com apenas 15% afirmando confiar menos no político.
Quando questionados sobre a convicção do voto em 2022, tanto lulistas (91%) quanto bolsonaristas (93%) não se dizem arrependidos. Entre aqueles que votaram nulo ou branco, 79% se dizem confortáveis com a decisão e 18% ponderam que teria sido melhor ter feito uma escolha.