Rio de Janeiro

Agenersa aprova R$ 2,4 bilhões em investimentos para coleta de esgoto na Baixada, capital e Leste Fluminense

Agenersa aprova R$ 2,4 bilhões em investimentos para coleta de esgoto na Baixada, capital e Leste Fluminense
Técnicos da Agenersa acompanham estrutura de saneamento no estado; agência aprovou R$ 2,4 bilhões em investimentos para sistemas de coleta de esgoto — Foto: Divulgação

Com informações do Tempo Real. O Conselho Diretor da Agência Reguladora de Energia e Saneamento (Agenersa) aprovou os cronogramas de investimento para os blocos 1 (São Gonçalo, Itaboraí e capital) e 4 (Nova Iguaçu, Belford Roxo, Duque de Caxias, Nilópolis, Mesquita e capital) da concessionária Águas do Rio.

No primeiro, serão gastos R$ 632,7 milhões. No segundo, R$ 1,8 bilhão. No total, a previsão é de R$ 2,45 bilhões destinados à implantação de sistemas de Coletor em Tempo Seco (CTS) na Baixada, na capital, e no Leste Fluminense.

As deliberações foram publicadas no Diário Oficial do Estado no último dia 4 de março.

Esgoto hoje chega pelas redes destinadas à água da chuva

A medida estabelece os tetos orçamentários e as prioridades técnicas das intervenções. O objetivo é interceptar o esgoto que hoje chega às redes de drenagem urbana — destinadas apenas à água da chuva — e direcioná-lo para estações de tratamento antes que alcance rios e a Baía de Guanabara.

No bloco 4, que concentra a maior parte dos investimentos, serão aplicados R$ 1,81 bilhão em obras em Nova Iguaçu (R$ 514,6 milhões), Rio de Janeiro (R$ 466,8 milhões), Belford Roxo (R$ 341,5 milhões), Duque de Caxias (R$ 292,4 milhões), Nilópolis (R$ 185,9 milhões) e Mesquita (R$ 15,9 milhões).

Já no bloco 1, o montante previsto é de R$ 632,7 milhões, distribuídos entre São Gonçalo (R$ 275,8 milhões), Itaboraí (R$ 271,5 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 85,3 milhões).

Segundo a agência reguladora, a implantação das estruturas de captação em tempo seco busca reduzir o lançamento de esgoto sem tratamento em rios e galerias pluviais, problema recorrente em áreas que ainda não contam com rede de coleta adequada.

A expectativa é que as obras contribuam para diminuir a poluição hídrica, melhorar a qualidade ambiental da Baía de Guanabara e ampliar a balneabilidade de praias e lagoas.

A execução dos investimentos será acompanhada pela Câmara de Saneamento (Casan) e pela Câmara de Política Econômica e Tarifária (Capet), com apoio de um certificador independente.

Agenersa também determinou mecanismos para proteger o consumidor. Caso as obras sejam concluídas com custos inferiores aos previstos, a diferença deverá ser aplicada em novos projetos de saneamento ou revertida para reduzir o impacto nas tarifas pagas pela população.

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