Com informações do Diário do Rio. Após seis anos, a Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas volta a ser erguida, prometendo 60 metros de altura e 90 mil lâmpadas de LED. Mas a melhor notícia pode vir do chão: o tradicional show de fogos, barulhento e ultrapassado, pode ser deixado de lado.
O biólogo Mário Moscatelli, que há mais de três décadas coordena o projeto Manguezal da Lagoa, pediu oficialmente aos organizadores — Dream Factory e Backstage Rio — que o evento abandone os artefatos explosivos. E ele está certo. “Os fogos causam estresse extremo à fauna local, principalmente agora, em período reprodutivo. Temos tecnologias muito mais seguras, bonitas e modernas, como os drones luminosos”, afirmou.
A defesa do biólogo é mais que uma questão ambiental. É civilizatória. Em pleno 2025, soltar fogos é uma das práticas mais primitivas que ainda resistem: barulho que assusta crianças autistas, coloca idosos em risco e transforma animais domésticos em vítimas de pânico. A alegria de poucos continua custando a saúde de muitos.
A retomada da Árvore da Lagoa deveria simbolizar renovação — e não a repetição de velhos hábitos. Se o Rio quiser brilhar de verdade, que troque o estouro pelo espetáculo. O futuro é silencioso, luminoso e muito mais humano.