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Bolsonaro: Brasil não aguenta mais reajuste de combustíveis

Bolsonaro: Brasil não aguenta mais reajuste de combustíveis

Presidente voltou a criticar aumento dos combustíveis e citou lucro da Petrobras “às custas do povo brasileiro”, em discurso durante evento do agronegócio no Rio Grande do Sul

Via CNN

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar neste sábado (7) os sucessivos reajustes de preço dos combustíveis anunciados pela Petrobras, em discurso no encerramento da 23ª Feira Nacional da Soja, realizada em Santa Rosa (RS).

Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina comum subiu pela quarta semana consecutiva no Brasil e registrou o maior preço médio da série histórica. Nesta semana, o combustível foi verificado com o preço médio de R$ 7,29 no Brasil, aumento de cerca de um centavo em comparação com os R$ 7,28 da semana anterior.

Ontem (6), em sua primeira conferência com investidores depois de ter anunciado o lucro de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre de 2022 da Petrobras, o novo presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho reiterou os compromissos da estatal com o preço de paridade internacional (PPI) dos combustíveis.

A atual política de preços da Petrobras foi implementada em 2016, durante o governo do então presidente Michel Temer (MDB), e baseia os custos dos combustíveis nas despesas de importação, que variam com o câmbio e incluem custos de transporte tarifas portuárias.

Covid-19 e guerra

Bolsonaro também disse no discurso deste sábado que “ninguém enfrentou” os desafios que o seu governo teve pela frente, ao citar as consequências da pandemia de Covid-19 e da guerra na Ucrânia.

“Aqueles que duvidam do nosso governo se enganam. Ninguém enfrentou o que nós enfrentamos. Hoje, temos um governo que cada vez mais ganha o respeito de sua população, porque a verdade está em primeiro lugar para nós. Temos um governo que acusam sobre corrupção, mas nada provam”, declarou.

O presidente também mencionou as negociações com a Rússia sobre a importação de fertilizantes pelo Brasil, durante a polêmica viagem a Moscou dias antes das tropas russas invadirem a Ucrânia e iniciarem uma guerra.

“O agronegócio, quando vislumbrou passar por um problema sério sobre os fertilizantes, eu e uma equipe do meu governo, entre eles, o general Braga Netto, fomos para a Rússia negociar esse minério”, disse.

“Hoje, mais de 25 navios já chegaram ao Brasil com fertilizantes. A nossa agricultura, o nosso agronegócio, não pode e nem vai parar. É o trabalho, o suor, o empenho, que mantêm a nossa economia de pé. Mais que isso, que nos garante a nossa segurança alimentar”, ressaltou.

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