Atualizado: 17 de abr. de 2022
Na sexta-feira (15/4), presidente disse que acordo do aplicativo com o TSE é “inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido”
Via Metrópoles
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, neste sábado (16/4), que o governo deve marcar uma reunião com o WhatsApp para discutir o acordo do aplicativo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O acerto entre a empresa e a Corte eleitoral envolve, entre outras coisas, o adiamento da implementação de um novo recurso no Brasil para após as eleições gerais.
“Já conversei com o Fábio Faria [ministro das Comunicações], vai conversar com representante do WhatsApp aqui no Brasil para explicar o acordo”, disse o presidente em entrevista à CNN. “Se ele [WhatsApp] pode fazer um acordo com o TSE, pode fazer comigo também, por que não?”, questionou o presidente.
As declarações foram dadas por Bolsonaro no Guarujá (SP), onde o presidente está desde sexta-feira (15/4). Ele vai passar o feriado de Páscoa no litoral paulista e deve voltar a Brasília até segunda-feira (18/4).
Nessa sexta-feira, em motociata com apoiadores, o mandatário havia dito que o trato pactuado é “inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido”.
Em fevereiro, a plataforma e a Corte eleitoral firmaram um acordo para combater a disseminação de informações falsas nas eleições de 2022, principalmente para garantir a legitimidade e a integridade do pleito, em outubro.
Na quinta-feira (14/4), o WhatsApp anunciou que o recurso “comunidades”, que vai abrigar diversos grupos com milhares de usuários, será lançado no Brasil apenas após o segundo turno das eleições. O compromisso de só implementar o recurso no país posteriormente foi firmado com o TSE. Atualmente, os grupos reúnem até 256 usuários.
Segundo o presidente, o acordo fere a liberdade de expressão. “Não vai ser um acordo com o TSE que o WhatsApp vai fazer e vai impor a toda a população brasileira”. Para Bolsonaro, “no Brasil, ou o produto [WhatsApp] está aberto para todo mundo ou tem restrição para todo mundo”.