A aprovação de Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) nesta semana abriu oficialmente a trilha para Rodrigo Bacellar (PL) ocupar espaço no topo da engrenagem estadual. Com a saída do vice-governador da linha sucessória, Cláudio Castro vai aproveitar o segundo semestre de 2025 para tirar as férias acumuladas e entregar o comando do estado, por períodos intercalados, ao presidente da Alerj — seu candidato à sucessão em 2026.
O plano é claro: dar a Bacellar visibilidade de governador antes da campanha começar, sem as restrições do ano eleitoral. O presidente da Assembleia poderá visitar obras, inaugurar equipamentos públicos e aparecer em agendas estratégicas com a caneta na mão. A cogestão política entre Castro e Bacellar passa a ser oficial e tende a moldar os rumos do estado até o pleito.
Desde o rompimento com Pampolha, Castro evitava viagens longas para não deixar o governo em mãos adversárias. Agora, com o aliado certo na fila do trono, o governador vai tirar pelo menos três dos quatro meses de férias a que tem direito desde 2022, quando substituiu Witzel. A primeira deve vir em julho; a segunda, no fim do ano. Em janeiro de 2026, Castro planeja ir a Davos e emendar com mais um período de descanso.
A sucessão será feita aos poucos, mas com sinal verde. O governador decidiu que não vai renunciar antes da hora. Fica no cargo até março de 2026, quando precisará sair para concorrer ao Senado — mas pode passar a faixa a Bacellar logo após o carnaval, caso o cronograma se mantenha.
Com informações do Agenda do Poder.