Política

CPI da Transparência pede suspensão de contrato com consórcio de reboques

CPI da Transparência pede suspensão de contrato com consórcio de reboques

Deputados da CPI da Transparência da Alerj cobraram explicações sobre irregularidades em leilões de veículos apreendidos, solicitando ao Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Detro-RJ), concessionárias de reboques e outros órgãos a lista dos veículos leiloados, valores arrecadados e identificação dos compradores. Presidida pelo deputado Alan Lopes (PL), a oitiva na quarta-feira (3) debateu a prestação do serviço de reboque no estado.

O colegiado pediu a suspensão do contrato com o consórcio Rio Parking, responsável por parte da operação, após apontar irregularidades na licitação e execução do serviço. Segundo o presidente da CPI, há diversos relatos de proprietários que sequer são avisados sobre o leilão de seus veículos. “As concessionárias não cumprem os prazos, não respeitam os 90 dias previstos em lei e agem conforme lhes convém, sem qualquer controle ou transparência”, pontuou Alan Lopes.

A contratação do Rio Parking foi alvo de críticas pela falta de existência formal do grupo e pela atuação “fantasma”, sem estrutura adequada à magnitude do tipo de serviço prestado. Vice-presidente da comissão, o deputado Filippe Poubel (PL), chamou a empresa como “fachada”, criada às vésperas da licitação, e disse ser “inadmissível manter contrato com algo que, na prática, não existe”.

Relator da CPI, o deputado Rodrigo Amorim (União) endossou as críticas do colega. Durante a sessão, o parlamentar ligou para o número da empresa e questionou uma funcionária sobre o endereço do consórcio — sem resposta clara. “Não é admissível que uma empresa com esse nível de informalidade preste um serviço público. É preciso rever esse modelo e garantir responsabilidade técnica e legal na execução”, defendeu.

Rescisão de contrato em pauta

Presidente do Detro, Leonardo Matias afirmou que o órgão tem trabalho em uma apuração interna sobre as irregularidades apontadas pela comissão e que está pronto para notificar a empresa. “Já existem elementos suficientes para a rescisão do contrato”, disse.

Presente na oitiva, o secretário da Polícia Civil, Felipe Cury, esclareceu que a corporação atua principalmente em casos com indícios de crime, como veículos clonados ou roubados, e se colocou à disposição da CPI para fornecer dados e apoio nas investigações. “Nosso compromisso é com a transparência e o esclarecimento dos fatos”, afirmou.

Também participaram da oitiva representantes da Polícia Militar, Tribunal de Contas do Estado e concessionárias de reboque.

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