Com informações do Coisas da Política. Um domingo de lazer na Serra terminou em pânico e violência para um grupo de motociclistas na rodovia Rio-Teresópolis (BR-116), na altura de Piabetá, no fim da tarde do último dia 14. Sem sequer anunciar o assalto, dois criminosos armados em uma moto abriram fogo contra o grupo — simplesmente porque não conseguiram alcançá-los. As vítimas pilotavam motos de alta cilindrada, alvos preferenciais de ladrões.
Foram pelo menos sete disparos. Um dos motociclistas foi atingido na perna e levado ao hospital. A moto dele foi levada pelos criminosos.
Vídeos mostram momento do ataque
Imagens feitas pelas próprias vítimas mostram o momento em que os bandidos sacam as armas e atiram. Os motociclistas aceleram pela pista e pelo acostamento para escapar dos tiros, ultrapassando carros em alta velocidade. Um dos relatos, divulgado nas redes sociais, resume o sentimento de quem sobreviveu:
“Hoje eu e minha esposa nascemos de novo. Eles atiraram sem anunciar nada. Foram sete tiros na nossa direção. Graças a Deus nenhum nos atingiu, mas roubaram a moto do meu amigo e ainda acertaram a perna dele.”
A Polícia Rodoviária Federal ainda não se pronunciou sobre o caso.
Revolta nas redes e críticas à PRF
A indignação se espalhou nas redes sociais. Internautas criticaram a ausência de patrulhamento da PRF na Rio-Teresópolis, rodovia onde os relatos de roubos se multiplicam:
“Na Rio-Teresópolis eles estão roubando todos os dias, e a PRF está preocupada se você está com IPVA atrasado”, escreveu um usuário.
Outro internauta comentou: “Eles não saem de casa para roubar, saem para destruir famílias.”
O caso reacende o debate sobre a segurança nas estradas federais e o papel da PRF. Enquanto a criminalidade impõe o medo, a cobrança por ações mais efetivas cresce — especialmente em trechos com histórico de violência como esse.