Deputados de direita querem que criminosos que levaram o caos ao Rio de Janeiro na tarde da última terça-feira (23) sejam classificados como terroristas.
Por Redação
Um grupo de deputados de direita se manifestou sobre os atos de vandalismo realizados por milicianos na tarde da última segunda-feira (23), na Zona Oeste do Rio. A onda de ataques deixou pelo menos 35 ônibus destruídos pelo fogo, além de trens e carros de passeio. De acordo com os deputados, a ação dos criminosos deve ser classificada como atos de terrorismo, para que o Estado responda à altura.
Presidente da Comissão de Segurança Pública e de Assuntos da Polícia da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o deputado Márcio Gualberto (PL) afirmou que o momento atual é bastante delicado e que não existem medidas fáceis ou simplórias. Mas reforçou que a população não pode ficar refém de traficantes e milicianos “que insistem em espalhar o terror, agir com extrema violência e colocar todo um Estado de cócoras diante da brutalidade com que agem”.
Márcio Gualberto também defendeu que não serão iniciativas “pirotécnicas” ou “midiáticas” que produzirão resultados satisfatórios e convocou uma reunião especial da Comissão para esta terça-feira (24). “Os atores armados não estatais precisam ser tratados com o máximo rigor e legalidade, pois devem entender que o crime não compensa”, concluiu.
Para o deputado estadual Anderson Moraes (PL), que é presidente da Comissão de Indústria e Comércio da Alerj, o que está acontecendo agora é fruto de uma série de erros cometidos por gestões passadas que agiram com a falta do rigor necessário.
“Na vida, colhemos o que plantamos. Plantamos a impunidade e estamos colhendo o caos”, disse Moraes. O deputado explica que, após as eleições de 2022, o crime e o criminoso ficaram muito mais à vontade para agir livremente. O resultado disso, na visão do parlamentar, são os episódios de insurgência criminal em vários estados da federação, como os que temos visto todos os meses.
Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, Rodrigo Amorim (PTB), declarou que as próximas duas reuniões do colegiado serão para tratar de projetos relativos à Segurança Pública no estado do Rio.
Nas palavras do deputado, atacar um meio de transporte coletivo é algo inqualificável. Ele ainda cobrou que a legislação seja cada vez mais dura com os criminosos.
Em Brasília, o deputado federal General Eduardo Pazuello (PL-RJ) também se posicionou sobre os acontecimentos. Para ele, é preciso usar o termo certo para classificar os criminosos que agiram na tarde de ontem acabando com a paz dos cidadãos de bem.
Pazuello ainda citou o artigo segundo da Lei 13.260, que define o conceito de terrorismo como sendo “a prática de atos de destruição”, e defendeu a prisão perpétua para esse tipo de crime.