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Do frango ao foguete: Joesley Batista assume controle da Avibras em operação de R$ 300 milhões

Do frango ao foguete: Joesley Batista assume controle da Avibras em operação de R$ 300 milhões
Disparo de mísseis do sistema de artilharia Astros-2020, modelo mais recente do Astros-2 da Avibras - Divulgação/Exército Brasileiro

Conhecido pelo império construído no setor de proteína animal, Joesley Batista prepara sua entrada em um mercado bem diferente: o de armas e sistemas de defesa. Ao lado do irmão Wesley, o empresário assumirá a partir de outubro o controle da Avibras, fabricante brasileira de mísseis e do sistema de artilharia Astros.

A operação ocorre depois de anos de crise na companhia, que entrou em recuperação judicial em 2022 e acumulou dívida estimada em mais de R$ 600 milhões. Os Batista lideraram um aporte de aproximadamente R$ 300 milhões no fundo Brasil Crédito, que direcionou os recursos à Avibras. Posteriormente, Joesley decidiu assumir diretamente o negócio e comprou o controle do fundo por meio da Globe Investimentos, family office da família.

A aquisição foi fechada em 21 de agosto e aprovada pelo Cade em setembro. A nova Avibras ficará fora da J&F, holding que reúne outros negócios dos irmãos. A reestruturação envolveu ainda um acordo trabalhista com cerca de 850 demissões e 450 readmissões, enquanto a fábrica voltou a funcionar sob o comando do engenheiro Sami Hassuani.

A aposta está principalmente no mercado internacional. A Avibras pretende avançar nas exportações do Astros-2 e do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC), além de desenvolver um novo míssil balístico, drones e outros sistemas. A empresa já tem equipamentos operados por países como Arábia Saudita, Malásia e Indonésia, e vê oportunidades em mercados que buscam diversificar seus fornecedores de defesa.

Para comandar o conselho de administração, Joesley convidou Bruno Dantas, que deixa o Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa é que Hassuani permaneça como CEO, enquanto Dantas participe da estruturação da estratégia de expansão internacional. Com a mudança de controle, os Batista entram em um setor no qual contratos com governos e exportações são parte central do negócio.

Com informações da Folha.

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