Com informações da colunista Berenice Seara, do Tempo Real. A votação desta quarta-feira (10) na Alerj promete mais do que ajustes burocráticos. Dois projetos fundamentais para a Polícia Civil estarão em pauta: a restruturação do quadro funcional e as alterações na Lei Orgânica da corporação.
Em tese, os deputados analisariam apenas projetos para reestruturar a Polícia Civil e unificar carreiras. No entanto, a proposta de Cláudio Castro (PL) para alterar a Lei Orgânica abriu espaço para emendas. E os parlamentares, claro, não perderam a chance.
Direita une forças
Rodrigo Amorim (União) juntou Alan Lopes, Douglas Gomes, Filippe Poubel e Renan Jordy (todos do PL) para emplacar a Emenda Carnevale Alerj. O texto proíbe delegados de chefiar forças de policiamento ostensivo e comunitário.
Segundo os deputados, a Polícia Civil tem caráter judiciário. Por isso, colocar delegados no comando de forças ostensivas representaria desvio de função e violação da autonomia institucional.
O objetivo é tirar Carnevale do comando da Guarda armada de Eduardo Paes
Na prática, o alvo é direto: Brenno Carnevale, hoje comandante da Divisão de Elite da Guarda Municipal, a chamada Força Municipal. É o braço armado de Eduardo Paes — e a direita quer cortar esse vínculo.
Amorim, líder do governo na Alerj e presidente da CCJ, vai usar seu peso político para aprovar a mudança. Se passar, Carnevale e Paes perdem fôlego no projeto da Guarda armada.