Desde que as tornozeleiras eletrônicas se popularizaram entre os presos colocados em liberdade sob monitoramento, os aparelhos começaram a virar acessórios de moda e objetos de fetiche de uma sociedade cada vez mais doente, onde a inversão de valores está se massificando.
No Rio, um homem flagrado pela polícia com uma tornozeleira falsa contou que usava o apetrecho para atrair mulheres, embora tenha chamado a atenção também dos PMs, que fizeram a abordagem. “A mulherada gosta. Além disso impõe respeito”, disse aos policiais antes de ser liberado, depois que foi constatado que a tornozeleira se tratava de um brinquedo. O caso aconteceu no bairro de Gramacho, em Duque de Caxias.
Já em Itaí, no interior de São Paulo, uma mulher acusada de tráfico de drogas viralizou nas redes sociais depois de compartilhar um vídeo em que decora sua tornozeleira eletrônica – desta vez verdadeira – com pedras coloridas. Na ocasião, o vídeo rendeu mais de 600 mil curtidas e mais de 100 mil seguidores em seu Instagram.
Nos últimos tempos, falsas tornozeleiras eletrônicas têm se popularizado na internet, tornando-se um item de ostentação em festas e sendo vistas como uma espécie de “artigo de luxo”. Reflexo do mau exemplo de muitas autoridades, que não raro costumam ser obrigadas a usar as verdadeiras.
E segue o baile…