Política

Institutos erram feio em pesquisas para presidente, governos e Senado

Institutos erram feio em pesquisas para presidente, governos e Senado
Arte/Metrópoles

As urnas do primeiro turno expuseram diferenças relevantes em relação às últimas pesquisas eleitorais divulgadas antes da votação. Na disputa presidencial, levantamentos de Datafolha, Quaest, Real Time Big Data, AtlasIntel e CNT mostravam Lula (PT) numericamente à frente. O resultado foi o inverso: Flávio Bolsonaro (PL) terminou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista.

No Rio, a discrepância também chamou atenção. Quaest e Datafolha indicavam Eduardo Paes (PSD) com 49% e Douglas Ruas (PL) com 40% nos levantamentos citados. A apuração terminou com Ruas na liderança, com 49,27% e 4,27 milhões de votos, enquanto Paes recebeu 42,76% e 3,7 milhões. Os dois estão, até o momento, no segundo turno.

As pesquisas para o Senado também encontraram dificuldades. No Rio, Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, conquistaram as duas vagas, com cerca de 26% e 24%, respectivamente. O Datafolha, porém, havia colocado Benedita da Silva (PT) numericamente na liderança, com 26%, enquanto Portinho aparecia com 19% e Jordy com 18%. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, acabaram eleitas.

Em São Paulo, as pesquisas de véspera mostravam quatro candidatos próximos na disputa pelas duas vagas do Senado. Nas urnas, a distância foi maior: Guilherme Derrite (PP) terminou com 30,59% e André do Prado (PL), com 29,28%, enquanto Simone Tebet (PSB) registrou 19,23% e Marina Silva, 18,12%. No Distrito Federal, levantamentos chegaram a apontar vitória de Celina Leão (PP) no primeiro turno, mas a governadora recebeu 49,9% dos votos e terá de disputar o segundo turno.

Representantes dos institutos afirmam que pesquisas são retratos do período em que as entrevistas são realizadas, e não previsões do resultado das urnas. A Quaest e a Real Time Big Data também apontaram um movimento de “voto útil” entre eleitores de candidatos de direita em direção a Flávio Bolsonaro nos últimos dias. O Datafolha, por exemplo, registrou corretamente os 45% obtidos por Lula, mas indicava Flávio com 42%, cinco pontos abaixo dos 47% que ele alcançou nas urnas.

Com informações do Metrópoles.

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