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Laudo aponta que Juliana Marins morreu 20 minutos após trauma contundente; não houve sinais de hipotermia

Laudo aponta que Juliana Marins morreu 20 minutos após trauma contundente; não houve sinais de hipotermia
Reprodução / Redes sociais

Com informações do Diário do Rio.

Autoridades da Indonésia divulgaram, nesta sexta-feira (28), o laudo da autópsia de Juliana Marins, 26 anos, brasileira que morreu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Ilha de Lombok, na Ásia. A perícia confirmou que a causa da morte foram “fraturas múltiplas e lesões internas”. Juliana sobreviveu por menos de 20 minutos após o acidente, e não houve sinais de hipotermia, como chegou a ser cogitado.

De acordo com o médico-legista Ida Bagus Putu Alit, durante coletiva no Hospital Bali Mandara, na Ilha de Bali, a extensão dos ferimentos — com danos a diversos órgãos internos — indica que a morte foi quase imediata. Ele explicou que não havia indícios de hipotermia, já que não foram encontradas lesões típicas nas extremidades do corpo. O corpo da jovem foi resgatado quatro dias após a queda, após dificuldades impostas pelo terreno acidentado e pelo mau tempo.

O corpo foi levado ao Hospital Bali Mandara, em Denpasar, para realização da autópsia, já que a província onde ocorreu o acidente não possui peritos legistas. O translado foi feito de ambulância, após uma primeira transferência para o Hospital Bhayangkara, logo após o resgate.

Moradora de Niterói, Juliana Marins era formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e era profissional de pole dance. A jovem estava em um mochilão pela Ásia desde fevereiro, visitando países como Filipinas, Vietnã e Tailândia.

Especulação e exposição

Enquanto a família aguarda o retorno do corpo ao Brasil, com apoio prometido por autoridades, o caso vem sendo explorado por figuras públicas e páginas da internet. Políticos, famosos e influenciadores têm usado o episódio para autopromoção, e até veículos de imprensa expuseram imagens sensíveis, transformando a tragédia em espetáculo — um desrespeito com a dor de familiares e amigos e com a memória de Juliana.

O que não falta é urubu tentando faturar com a dor alheia. 

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