Com informações do Diário do Rio. O furto de cabos elétricos se tornou um dos maiores desafios para a Light, que anunciou um novo investimento de R$ 25 milhõesneste ano para enfrentar o problema. A estratégia inclui a troca de fios de cobre por alumínio — menos visados no mercado paralelo — e a recomposição de trechos já afetados. As informações são da Folha de São Paulo.
De acordo com um executivo da companhia, o cobre hoje é considerado “tão valioso quanto ouro”. Os roubos, além de prejuízos financeiros, têm provocado quedas de energia em diferentes pontos da capital.
Os números mostram a escalada do problema: em 2023, a Light gastou R$ 4 milhões para repor cabos furtados. Em 2024, o valor mais que dobrou, chegando a R$ 9 milhões. Somente até abril deste ano, os custos já alcançaram R$ 7,7 milhões.
Com base nessas projeções, a empresa estima que o gasto em 2025 alcance R$ 25 milhões, montante que será aplicado não apenas na substituição de cabos, mas também em ações preventivas para reduzir os casos de vandalismo e furtos.
A iniciativa também dialoga com um ponto estratégico: a renovação da concessão da Light, prevista para 2026. Em encontro recente com representantes do setor elétrico, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deixou claro que só haverá renovação para distribuidoras que apresentarem planos de investimento robustos. “Não vamos permitir a renovação se não houver melhorias concretas para os consumidores, incluindo ampliação da infraestrutura, digitalização e qualidade no atendimento”, afirmou o ministro.
Com a pressão do governo e os prejuízos crescentes, a Light aposta que o investimento em segurança da rede e modernização será fundamental para garantir não apenas a redução de roubos, mas também sua permanência no setor após 2026.