O mercado financeiro abriu a primeira segunda-feira (5) após o primeiro turno das eleições em forte euforia. Com Flávio Bolsonaro (PL) terminando a votação à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ibovespa disparou mais de 8%, o dólar caiu abaixo de R$ 5 e os juros futuros registraram forte recuo.
A Bolsa chegou aos 209.605 pontos durante a manhã, maior nível intradiário de sua história. Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, e os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
No câmbio, o movimento foi igualmente intenso. O dólar à vista chegou a recuar 4,44%, negociado a R$ 4,985. Os contratos de juros também despencaram, com quedas próximas de um ponto percentual nos vencimentos mais longos, mais sensíveis às expectativas sobre a trajetória das contas públicas.
A reação reflete uma reprecificação dos ativos brasileiros após as urnas. Analistas ouvidos pelo mercado apontam que investidores passaram a incorporar expectativas de uma política fiscal mais restritiva a partir de 2027. O movimento beneficiou principalmente bancos, empresas ligadas ao mercado de capitais e companhias mais sensíveis à queda dos juros.
Entre os destaques, a Petrobras chegou a avançar cerca de 9%, enquanto a B3 disparava 23%. Magazine Luiza subia mais de 20%, assim como outras empresas de varejo e consumo. A intensidade da reação colocou o resultado eleitoral no centro das atenções dos investidores, que agora acompanham as sinalizações econômicas de Flávio e Lula até o segundo turno.
Com informações do Coisas da Política.