Política

MPF aponta omissão da Prefeitura do Rio de Janeiro em políticas para população em situação de rua

MPF aponta omissão da Prefeitura do Rio de Janeiro em políticas para população em situação de rua
MPF aponta omissão do município do Rio de Janeiro em políticas para população em situação de rua (Redes Sociais/Reprodução)

Com informações da Veja. O Ministério Público Federal (MPF) acusou, nesta terça-feira, 19, o município do Rio de Janeiro de omissão na implementação de políticas para a população em situação de rua. A réplica em ação civil pública, movida em conjunto com as Defensorias Públicas do Estado do Rio de Janeiro e da União, aponta o descumprimento de diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, também foi reforçada a necessidade de implementação imediata das determinações do STE sobre o tema na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976. O documento proíbe, por exemplo, remoções forçadas e determina que a União, estados e municípios adotem medidas para garantir a segurança pessoal e dos bens dessa população.

Entre as falhas estruturais apontadas estão:

  • Número insuficiente de Centros de Referência de Assistência Social (Creas);
  • Oferta limitada de vagas em abrigos;
  • Baixo número de Centros POP (instalação pública preparada para fornecer assistência a pessoas que vivem em situação de rua;
  • Desativação de pontos de apoio;
  • A falta de implementação de programas de housing first.

A ação busca ainda assegurar a execução da Política Nacional para a População em Situação de Rua (PNSR), que obriga o município a adotar medidas estruturais e intersetoriais, como realização de diagnósticos, fixação de padrões mínimos de qualidade nos serviços de acolhimento, políticas habitacionais, proibição do recolhimento forçado de pertences e vedação da chamada “arquitetura hostil”.

“O que se busca não é uma política assistencialista de curto prazo, mas um conjunto de medidas estruturais que respeitem a dignidade e a cidadania da população em situação de rua”, concluiu o procurador Julio Araujo.

Na cidade, apesar do aumento da população em situação de rua nos últimos 20 anos, a quantidade de equipamentos não acompanhou esta crescente e as políticas adotadas foram deficitárias, além de não buscarem alinhamento com as diretrizes nacionais. Em nota, a Prefeitura do Rio informou que a Procuradoria do Município da cidade já tomou conhecimento da ação e se pronunciou nos autos do processo.

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