Dois sargentos da Polícia Militar do Rio de Janeiro, um deles do BOPE, foram presos na manhã desta segunda-feira (8) durante a Operação Tredo, deflagrada pela Polícia Federal para desmontar um esquema criminoso dentro da estrutura de segurança pública do estado.
Segundo as investigações, os agentes estariam repassando informações sigilosas sobre operações policiais a uma das maiores facções do Rio, com o objetivo de frustrar as ações das forças de segurança em comunidades sob domínio do tráfico.
A operação cumpre 11 mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão, todos autorizados pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa. Foram apreendidos celulares, veículos e documentos.
Um dos presos, lotado no próprio BOPE, seria o responsável pela escalação de equipes de incursão, o que poderia comprometer diretamente a eficácia das operações.
As investigações surgiram a partir da Operação Buzz Bomb, que revelou a atuação de um militar da Marinha no fornecimento de drones e treinamento para criminosos. A partir daí, foram identificados os PMs que alimentavam a quadrilha com dados operacionais — o que configura violação de sigilo funcional, corrupção, tráfico, porte ilegal de armas e até homicídio.
A ação integra a Missão Redentor 2, ofensiva permanente da PF para enfrentar as milícias e facções no estado, seguindo diretrizes do STF na ADPF 635.
O nome da operação diz tudo: “Tredo” é o traidor, o que rompe a confiança com falsidade e deslealdade. E quando o traidor veste farda, o estrago é ainda maior.