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Polícia Militar bate recorde e apreende 84 fuzis só em janeiro

Polícia Militar bate recorde e apreende 84 fuzis só em janeiro

A Polícia Militar começou 2025 no ritmo que a segurança pública exige: com operações intensas e recorde de apreensão de fuzis em um único mês. Janeiro fechou com 84 armas de guerra retiradas das mãos de criminosos, superando todas as marcas anteriores e mostrando o peso do trabalho das forças estaduais no combate ao crime organizado.

O balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) mostra que, além dos fuzis, foram apreendidas 410 armas de fogo em janeiro. A maior parte das operações ocorreu na Baixada Fluminense, onde facções rivais travam disputas violentas por território.

O número impressiona: em 2023, foram 53 fuzis apreendidos no mesmo período. No ano anterior, 52 armas desse tipo foram retiradas das ruas. O recorde mensal anterior havia sido registrado em agosto do ano passado, com 78 fuzis apreendidos.

Os números mostram o empenho diário dos policiais militares para desarticular as quadrilhas que operam no Rio. Cada fuzil a menos é um golpe no tráfico, que usa essas armas para enfrentar rivais, atacar a polícia e espalhar o terror em comunidades. Mas, se por um lado os dados reforçam a eficiência do trabalho da PM, por outro, escancaram uma realidade alarmante: o arsenal do crime continua crescendo.

Mesmo com as apreensões, os criminosos seguem se rearmando com facilidade. Em 2024, a PM apreendeu 732 fuzis em todo o estado, uma média de dois por dia. A pergunta que fica é: de onde vêm essas armas e como chegam às mãos das facções?

O governador Cláudio Castro (PL) já cobrou mais fiscalização nas fronteiras para barrar a entrada de armamento pesado no estado, mas as apreensões continuam mostrando que o tráfico de armas segue operando a todo vapor. Além disso, a legislação penal branda impede que criminosos pegos com fuzis fiquem presos por longos períodos – um ponto que tem sido alvo de críticas por parte das forças de segurança.

Enquanto as ruas continuam sendo palcos de guerra, a PM segue fazendo sua parte, enfrentando diariamente grupos fortemente armados e impedindo que ainda mais fuzis caiam nas mãos do crime.

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