Após três dias de Assembleia Geral Extraordinária em Brasília, a Fenapef aprovou o estado de greve da categoria. A decisão foi tomada na tarde de quinta-feira (26), em reunião que contou com representantes de 27 sindicatos estaduais. As informações são do Coisas da Política.
O movimento aumenta a pressão sobre o governo Luiz Inácio Lula da Silva diante da insatisfação dos policiais com o que classificam como falta de valorização da carreira. Apesar da abertura de um canal de negociação, até o momento não houve apresentação de proposta concreta por parte do Planalto.
A categoria cobra reajuste salarial, reestruturação da carreira e reconhecimento institucional. Caso a paralisação seja efetivamente deflagrada, operações da Polícia Federal em áreas sensíveis, como combate ao crime organizado e fiscalização de fronteiras, podem ser impactadas.
Segundo o vice-presidente da federação, Marcos Avelino, o estado de greve reflete o esgotamento da categoria. “Nós temos interlocução com dois importantes ministérios e aguardamos alguma proposta a ser apresentada pelo governo”, afirmou.
A Fenapef orientou que os sindicatos realizem novas assembleias na próxima semana para discutir ações regionais e avaliar os próximos passos, incluindo a possibilidade de paralisação efetiva.
A mobilização escancara o desgaste na relação entre os policiais federais e o governo federal. Nos bastidores, a avaliação é de que o estado de greve funciona como um aviso direto: sem resposta concreta, a crise pode avançar e afetar investigações estratégicas e ações de segurança em todo o país.