Adriana Belém é transferida para presídio de Bangu

Ela passou por avaliação médica e ficará em cela isolada, sem contato com as outras detentas

Arquivo/ Agência O Dia

Via Jornal o Dia


A delegada Adriana Belém foi transferida, na noite desta terça-feira (24), para o Instituto Penal Santo Expedito, no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), ela passou por avaliação médica e ficará em cela isolada, sem contato com as outras presas. Anteriormente ela estava no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte.


A transferência foi por ordem do juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada do Rio de Janeiro, que negou o pedido de revogação da prisão preventiva dela e de Marcos Cipriano — além dos réus Leandro Souza e Jefferson Monteiro da Silva.


Nesta segunda-feira (23), a Justiça do Rio rejeitou nova petição feita pela defesa da delegada Adriana Belém para conversão ou revogação da prisão preventiva. No pedido, os advogados da policial afirmam que ela vinha sofrendo ameaças dentro do presídio em que estava.


O juiz do caso também negou a revogação da prisão do delegado Marcos Cipriano, Leandro Souza e Jefferson Monteiro.


Operação Calígula


A Operação Calígula, deflagrada no último dia 10, mirou uma organização criminosa entorno do jogo do bicho liderada por Rogério de Andrade e seu filho, Gustavo de Andrade. O grupo tinha como membro o ex-policial Ronnie Lessa, preso no Presídio Federal de Campo Grande pela execução da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.


Dois delegados da Polícia Civil estavam entre os alvos: Marcos Cipriano e Adriana Belém, que estão presos. Na casa de Adriana, foi apreendido quase R$ 2 milhões em dinheiro. Ela também teria ajudado a viabilizar a retirada em caminhões de quase 80 máquinas caça-níqueis apreendidas em casa de apostas da organização criminosa.


Leandro de Souza Barbosa, conhecido por "Leandro R" ou "Leandro Abolição", e Jefferson Monteiro da Silva, também foram presos na ação. O bicheiro Rogério Costa de Andrade e Silva, além de outros réus, foram denunciados, mas continuam foragidos.

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