Campanha de Lula quer reunião com TSE, afirma Gleisi

Presidente do PT cobra medidas contra fake news e diz que a maior preocupação é com o aplicativo Telegram

Foto: Estadão conteúdo

Via CNN


O movimento em torno da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer uma reunião com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar medidas de combate à disseminação de fake news e à desinformação durante as eleições deste ano.


“Essa campanha vai ser muito judicializada por conta das barbaridades que eles [bolsonaristas] fazem. A gente tem que se preparar bem. Espero que as instituições, principalmente o TSE, tomem medidas firmes em relação a fake news e à propagação de fake news”, afirmou a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, após reunião nesta segunda-feira (23), em São Paulo, com os dirigentes de legendas que integram o movimento.


A CNN entrou em contato com o TSE e com o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e aguarda retorno.


“Queremos conversar com o TSE sobre o Telegram. Vai ter escritório aqui? Tem um representante, vai ter regras sobre isso tal qual o WhatsApp fez? Ou vai ser terra de ninguém, vai poder falar o que quiser, do jeito que quiser e todo mundo virar vítima?”, prosseguiu Gleisi. “O Telegram nos preocupa muito.”


Na semana passada, o TSE anunciou um acordo com o Telegram para combater notícias falsas e divulgar informações oficiais sobre as eleições no aplicativo de conversas.


Busca por partidos


O encontro desta segunda, na capital paulista, também contou com a presença de Lula. Além de Gleisi, participaram da reunião os presidentes do PSB, Solidariedade, PSOL, PCdoB, PV e Rede.


Segundo Gleisi, o movimento pretende ampliar a busca por partidos que venham a compor a aliança. “Fizemos um bom debate político sobre esse quadro e importância da nossa unidade e ampliação do nosso movimento, [de] procurar mais partidos, lideranças políticas. Aquilo que não foi possível ampliar no campo nacional, ampliar no estadual”, declarou.


A ampliação das conversas, de acordo com Gleisi, leva o movimento em direção a partidos de centro.


“Queremos conversar com o Avante, com o Pros e com outros partidos que a gente ainda não teve oportunidade. Temos conversado muito com o PSD e com o MDB”, afirmou a deputada federal.


“No PSD, conversamos com o [presidente Gilberto] Kassab diretamente para fazer composições e fechar nos estados. Não sei se é possível eles virem no primeiro turno nacionalmente. Kassab tem dito que tem dificuldade por conta da dinâmica do PSD nos estados, mas temos uma boa relação e a gente nunca perde a esperança”, disse Gleisi.


“O MDB do Nordeste tem grande simpatia pela candidatura do presidente Lula, mas eles têm uma candidata que é a Simone Tebet. O MDB tem legitimidade. A gente tem conversado, mas com respeito, esperando ver como eles resolvem e encaminham essa questão da candidatura da Simone”, acrescentou.

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