Castro elogia Bolsonaro e culpa situação do Rio por anos sem investimento

Castro disse que o governo Bolsonaro foi o que mais sofreu desde a redemocratização


Via UOL


O pré-candidato à reeleição no Rio de Janeiro, governador Cláudio Castro (PL), disse, durante sabatina UOL/Folha realizada hoje, que o presidente Jair Bolsonaro (PL) "merece" um segundo mandato e não tem atitudes golpistas com falas contra as instituições e o sistema eleitoral: "Vejo debate de ideias". Ainda culpou a situação do estado por "anos sem investimento", tanto na área de saúde quanto na de segurança pública.


"Acho que o presidente Bolsonaro merece um segundo mandato, até para essa arrumação toda que eles estão fazendo, colher os frutos disso", afirmou.

Castro disse que o governo Bolsonaro foi o que mais sofreu desde a redemocratização. "Ninguém passou as dificuldades que ele [Bolsonaro] passou. Dois anos de pandemia, crise de commodities, guerra. Nenhum outro presidente desde a redemocratização passou por tantos percalços como ele passou", disse.


"Na questão econômica, muitas coisas concordo com ele, muitas coisas mesmo. Acho que eles prepararam o país para crescer. Tive muitas reuniões com o ministro Tarcísio [Gomes de Freitas, da Infraestrutura], é impressionante o conhecimento que eles têm sobre infraestrutura do país."



Caso Marielle


O governador disse que o caso Marielle Franco —em que a vereadora carioca foi assassinada com o motorista Anderson Gomes há quatro anos— é complexo e, por isso, ainda não foi elucidado. Além disso, o chefe do Executivo estadual justifica a demora dizendo que a polícia estava sucateada quando assumiu o mandato, após a cassação de Wilson Witzel (PSC).


"Tenho muito interesse em solucionar esse caso. Quando peguei a polícia, ela estava sucateada. Como você tem quantidade de elucidação de crimes com polícia sem um computador decente? Temos trabalhado para recuperar a Polícia Civil. Esse caso será elucidado, sim, como vários outros. É um caso muito complexo", afirmou.

"Qualquer promessa que eu faça aqui será eleitoreira. Em quatro anos, [sou o] terceiro governador [à frente do Rio neste caso]. Não é culpa do governador, o caso é que é extremamente complexo.".



Concorrentes


Castro criticou seu principal opositor, Marcelo Freixo (PSB), chamando o deputado de "defensor de bandido". "Já eu defendo a polícia", afirmou.


"Não sou salvador da pátria. Freixo diz que ia diminuir o valor da passagem e ajustar o trem. Só se ele for o gênio da lâmpada. Não consigo imaginar como ele vai diminuir a passagem e ajeitar o trem. Uma situação com essa é uma situação clara de quem não conhece a máquina, porque nunca trabalhou."

Também disse que o União Brasil faz parte de seu palanque, por isso Anthony Garotinho não deve ser candidato ao governo do Rio, apesar de ter dito o contrário disso na sabatina UOL/Folha. Castro também afirmou que o ex-governador não pediu cargos a ele.


"Hoje, eu nem considero, sinceramente, o ex-governador [Garotinho] como pré-candidato, porque o partido tem aliança comigo a ser formalizada na convenção partidária."




Pesquisa Datafolha


Segundo pesquisa Datafolha divulgada em abril, há um empate técnico na liderança entre o deputado federal Marcelo Freixo e o atual governador, Cláudio Castro (PL).


O terceiro lugar traz oito candidatos tecnicamente empatados: Anthony Garotinho (União Brasil), com 7%; Rodrigo Neves (PDT), com 5%; Eduardo Serra (PCB), com 4%; General Santos Cruz (Podemos), também com 4%; Cyro Garcia (PSTU), com 3%; André Ceciliano (PT), com 2%; Felipe Santa Cruz (PSD), com 2%; e Paulo Ganime (Novo), que tem 1% das intenções de voto.


A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.


Os entrevistadores são os colunistas Kennedy Alencar e Chico Alves, do UOL, e Italo Nogueira, repórter da Folha.


Nas próximas semanas, também serão feitas sabatinas com candidatos ao governo do Paraná, Pernambuco, Ceará, Bahia e Rio Grande do Sul.



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