Justiça manda prender Rei Arthur por lavagem

A Justiça do Rio também determinou o afastamento do delegado Ângelo Ribeiro de Almeida Junior da corporação e da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde exercia cargo de assessoramento

Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça do RJ deferiu um mandado de prisão preventiva contra Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como Rei Arthur, por corrupção e lavagem de dinheiro. A Justiça também determinou o afastamento do delegado Ângelo Ribeiro de Almeida Junior da corporação e da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde exercia cargo de assessoramento.


O Ministério Público do Rio de Janeiro afirma que Arthur pagou propina a Angelo para encobrir inquéritos tributários.


Arthur está nos Estados Unidos, onde na semana passada foi condenado pela Justiça americana pelo escândalo da compra de votos da Olimpíada do Rio. Rei Arthur já está cumprindo a pena de passar seis meses dormindo em um abrigo e fazer 150 horas de serviço comunitário.


A 1ª Vara Especializada da Capital aceitou a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e determinou a expedição de ofício à Interpol solicitando a extradição do Rei Arthur.


O g1 ainda tenta contato com as defesas dos denunciados.


O que diz a denúncia


Arthur Soares é acusado pelo MPRJ do pagamento de propina ao delegado em troca de proteção em inquéritos tributários da Delegacia Fazendária (Delfaz), na época comandada por Ângelo Ribeiro.


Também constam como denunciados a mulher do policial, Renata Andriola de Almeida, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Eliane Pereira Cavalcante e Claudio de Albuquerque Haidamus, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.


“Para ser beneficiado em inquéritos policiais que tramitavam na Delfaz, relacionados a empresas das quais era sócio ou tinha interesses, Arthur Soares transferiu, em agosto de 2014, R$ 2 milhões para que o delegado e sua mulher adquirissem a franquia do restaurante L’Entrecôte de Paris, em Ipanema”, afirma a denúncia.


Para tal, as partes simularam um contrato de mútuo. “Diversas versões do documento foram localizadas no decorrer da investigação, como forma de encobrir a propina negociada”, destaca o texto.


O delegado esteve lotado na delegacia entre 2008 e 2015, “quando apurados diversos indícios de enriquecimento ilícito, com uma abrupta mudança de seu padrão de vida”, sublinha o MP.


“No período, inquéritos relacionados a Arthur Soares tramitavam durante anos, sem terem sido concluídos. Posteriormente, Ângelo foi cedido à Alerj, por meio do então deputado Jorge Picciani, para atuar na presidência, e depois esteve nomeado para exercer consultoria orçamentária e financeira da Casa Legislativa, onde se encontra atualmente lotado.”

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