Monteiro não é encontrado para ser notificado

Parlamentar do PL não estava no gabinete e não atendeu o telefone, segundo apurou a TV Globo.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Via g1


O Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio tentou, mas até 16h30 desta terça-feira (19) ainda não havia conseguido notificar o vereador Gabriel Monteiro (PL) sobre o processo aberto contra ele na Casa. A representação no conselho pode levar à cassação do mandato do parlamentar.


A GloboNews apurou que o procurador-geral da Câmara foi ao gabinete de Gabriel, mas ele não estava. Depois, um assessor tentou ligar para o vereador, mas a ligação caiu.

O Conselho de Ética informou que tentará notificar Gabriel Monteiro até a próxima segunda-feira. Se não conseguir, vai publicar, no dia seguinte, a notificação no Diário Oficial da Câmara.


Mais denúncias


O Conselho de Ética também decidiu incluir mais duas denúncias no processo que está correndo contra o vereador. O parlamentar é acusado de estupro, assédio sexual e de forjar vídeos para a internet.


A reunião simbólica do conselho na tarde desta terça-feira (19) marca o início da contagem do prazo de cinco dias para que Gabriel Monteiro seja citado.


Depois, o vereador terá 10 dias úteis para montar a própria defesa. Em seguida, o Conselho de Ética terá 45 dias para ouvir testemunhas e coletar provas.


O próximo passo é abrir um prazo de até cinco dias úteis para o relator concluir se Gabriel Monteiro deverá ser punido ou não.

Se decidir pela punição - que pode ser até mesmo a cassação do mandato - Monteiro terá mais cinco dias para se defender, antes da votação do Conselho de Ética.


Quais são as novas acusações


Monteiro terá que responder por duas novas acusações:


Parlamentar do PL não estava no gabinete e não atendeu o telefone, segundo apurou a TV Globo.

Em um trecho da denúncia, a Promotoria afirma que, entre maio e junho de 2021, uma adolescente de 15 anos de idade conheceu Monteiro na academia e, em seguida, a vítima enviou mensagens para o vereador através de uma rede social.


Outro trecho da denúncia informa que, após uma semana trocando mensagens com o vereador, o denunciado convidou a adolescente para ir à sua residência e ela aceitou o convite.


Também no documento, o Ministério Público afirma que, depois cinco meses do primeiro encontro, Gabriel Monteiro, usando o próprio celular, "filmou a vítima adolescente enquanto mantinha relações sexuais com ela".


Sobre o vídeo com a adolescente, a defesa do vereador diz que a relação sexual foi consensual e que a menor mentiu para Monteiro sobre a idade.


Depoimento


Na tarde desta segunda-feira (18), um assessor do vereador, Vinícius Hayden, conhecido como Vinícius Ziza, prestou depoimento 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). Ele também entregou o celular na delegacia.


Durante o depoimento, ele disse que fazia parte de um grupo de funcionários do vereador que investigava políticos, como secretários e deputados.


Vinícius - que ainda é lotado no gabinete do vereador - afirmou que a rotina de Gabriel Monteiro girava em torno da produção de vídeos.


Monteiro nega que só trabalhava para fazer vídeos.


Nova vistoria


Na semana passada, o vereador Gabriel Monteiro voltou a fazer fiscalizações em unidades de saúde, mesmo com uma decisão judicial que impõe limites a essas fiscalizações.


Dessa vez, foi uma vistoria na UPA de Rocha Miranda. Ele também causou um alvoroço na unidade de saúde.


A defesa do vereador afirmou que só foi citada pela Justiça na sexta-feira depois do vídeo.

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