Mourão: Números de desmatamento são horrorosos

Dados do Deter mostraram que a Amazônia teve uma área sob alerta de desmatamento de mais 1 mil km² em abril, recorde para o período.

Via g1


O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (9) que os dados de alerta de desmatamento na Amazônia em abril foram "péssimos, horrorosos".


Os dados, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aferidos por meio do Deter, foram divulgados na sexta-feira (6). Apontaram que os alertas de desmatamento na Amazônia passaram de 1 mil km² em abril e bateram recorde para o período.


Mourão comandou o Conselho da Amazônia, órgão criado pelo governo para organizar ações de combate ao desmatamento. As atividades do conselho se encerraram em 2021.

O vice foi questionado sobre o recorde negativo de alertas para o mês de abril ao chegar ao Palácio do Planalto.


"Péssimos. Horrorosos. Estamos vendo onde é que estamos errando", respondeu Mourão.

Segundo o vice-presidente, o governo mantém em curso a operação Guardiões do Bioma, sob a tutela dos ministérios do Meio Ambiente e da Justiça, e estuda medidas para reverter a alta da derrubada da floresta.


Como uma possível justificativa para o aumento no desmate, Mourão afirmou que há pessoas utilizando o período eleitoral para aumentar a invasão sobre a região.


“Não sei, pessoas querendo se aproveitar de um momento, né? Nós estamos num processo eleitoral. Então, vamos dizer, assim, há uma vigilância menor na tese deles. É muita gente operando na ilegalidade”, disse.


Dados do Deter


Os meses de janeiro e fevereiro deste ano também acumularam recordes de derrubada de florestas no bioma.


Segundo especialistas, esses números sinalizam que são grandes as chances de o acumulado no período 2021/2022 levar a Amazônia a superar os 15 mil km² de destruição até julho.


Temporada de desmatamento mais intensa


O Observatório do Clima analisa os dados do Deter/Inpe e aponta que, no acumulado do ano/período, os alertas já chegam a 5.070 km², 5% a mais do que na temporada passada e segundo maior número da série histórica — perdendo apenas para o recorde de 5.680 km2 batido pelo próprio governo Bolsonaro em 2020.

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