Rio de Janeiro

Procon Carioca cobra esclarecimentos de fabricantes de alimentos para cães

Procon Carioca cobra esclarecimentos de fabricantes de alimentos para cães

Empresas deverão informar sobre vendas no Rio e plano de contingência

Via Jornal O Globo

O Procon Carioca notificou cinco empresas que fabricam petiscos para cachorros pedindo esclarecimentos sobre alimentos que podem ter levado diversos animais à morte.

A convocação acontece após o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) detectar uma substância considerada extremamente tóxica em lotes de produtos voltados para cães. As cinco empresas já tiveram que recolher os alimentos após determinação da pasta.

O caso acontece após cerca de 50 animais morrerem após a ingestão de alimentos contaminados. Os óbitos começaram no fim de agosto, primeiro em Minas Gerais e depois em outros oito estados, incluindo o Rio de Janeiro. Autoridades policiais, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o próprio Mapa detectaram a presença da substância tóxica mono-etilenoglicol em amostras periciadas.

O material químico é o mesmo identificado no caso da cervejaria Backer, em janeiro de 2020, quando dez pessoas morreram e várias outras foram hospitalizadas e acabaram com sequelas para a vida inteira.

No último dia 21, o Mapa determinou o recolhimento de todos os lotes de petiscos para cães das cinco empresas pela suspeita de contaminação” em razão da suspeita fundamentada de ocorrência de produtos contaminados” e “diante dos riscos iminentes à saúde de animais”.

No texto da determinação, o ministério diz ainda que a substância que foi contaminada, o propilenoglicol, é permitida para a alimentação animal, mas ocorreu o contágio pelo composto monoetilenoglicol, que é tóxico. O primeiro é usado em alimentos para mantê-los mais úmidos, e o último é utilizado como anticongelante em sistemas de refrigeração.

Agora, com a notificação do Procon Carioca, a Bassar Indústria e Comércio, FVO Brasília Indústria e Comércio de Alimentos, Peppy Pet Indústria e Comércio de Alimentos para Animais, Petitos Ind e Com de Alimentos para Animais e Upper Dog Comercial deverão esclarecer à autarquia, com comprovação:

– Como a substância é utilizada na fabricação dos produtos;

– Por qual motivo a Anvisa proíbe a utilização do monoetilenoglicol na fabricação dos produtos;

– Quais são os lotes dos produtos comercializados com a substância contaminada;

quantos produtos contaminados foram comercializados e para quais empresas foram vendidos os lotes.

Além disso, as empresas deverão explicar como comercializam seus produtos na cidade do Rio e quantos consumidores cariocas são atendidos regularmente pela fornecedora; se realizam venda direta aos consumidores; quais marcas são utilizadas para tal finalidade e quantos produtos foram vendidos diretamente aos consumidores; se foi tomada alguma medida para evitar maiores prejuízos à saúde dos consumidores; se houve um plano de contingência e quantos consumidores registraram reclamações nos canais de atendimento da fornecedora solicitando a devolução de produtos que constam na listagem de proibidos pela Anvisa.

O que dizem as empresas

As companhias Bassar Indústria e Comércio, Peppy Pet Indústria e Comércio de Alimentos para Animais e Petitos Ind e Com de Alimentos para Animais foram procuradas mas ainda não se manifestaram.

A Upper Dog informou que ainda não foi notificada.

Já a FVO Alimentos enviou uma nota:

“A FVO Alimentos informa que, em alinhamento com as diretrizes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), já havia recolhido do mercado, de forma preventiva e proativa, todos os lotes dos produtos Dudogs, Patê Bomguy e Bomguytos Bifinho (nos sabores Churrasco e Frango & Legumes).

A ação da FVO Alimentos foi realizada em caráter preventivo, mesmo sem existir indício de qualquer intercorrência relacionada aos produtos em questão, e leva em conta o Ofício 438/2022 (09/09/2022) do MAPA, que orientava os fornecedores do ingrediente propilenoglicol a realizarem testes laboratoriais que possam assegurar a conformidade do insumo para uso alimentício.

A FVO Alimentos possui 55 anos de história e de comprometimento, tendo o pioneirismo no Brasil na produção de alimentos secos, úmidos e petiscos. A empresa reitera que o propilenoglicol é utilizado na composição apenas dos produtos retirados do mercado. Todas as demais marcas produzidas pela companhia continuam sendo comercializadas, não havendo dúvidas quanto à segurança para consumo dos pets.

A Tecnoclean esteva entre os fornecedores da FVO Alimentos nos primeiros meses de 2022, mas já foi descredenciada. Os consumidores que tiverem alguma dúvida podem entrar em contato pelo sac@fvoalimentos.com.br e 0800 0612105.”

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