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Senado aprova lei que torna hediondos crimes sexuais contra crianças

Senado aprova lei que torna hediondos crimes sexuais contra crianças

Pelo texto, que teve relatoria da senadora Damares Alves, diversos delitos passam a ser inafiançáveis e insuscetíveis de anistia, graça e indulto.

Por Redação

O Senado aprovou nesta terça-feira (12) um projeto de lei que endurece as penas para crimes contra crianças e adolescentes. Pelo texto, diversos delitos praticados contra crianças passam a ser enquadrados como hediondos, o que os torna inafiançáveis e insuscetíveis de anistia, graça e indulto.

 

O projeto também sugere que os processos ligados aos crimes hediondos tenham tramitação prioritária em todas as instâncias e que os condenados cumpram, no mínimo, dois terços da pena. A proposta, que teve relatoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para o presidente Lula, que poderá sansionar ou vetar.

A legislação considera como criança a pessoa de até 11 anos e, como adolescente, aquela entre 12 e 18 anos.

 

Os crimes de “produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente” e de “submeter criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual” também poderão se tornar hediondos, com a aprovação do PL.

 

Atualmente, a lei inclui apenas o estupro de vulnerável e o favorecimento da prostituição infantil, de adolescente ou de vulnerável na lista de crimes hediondos. Outros crimes abrangidos pela lei atual são: homicídio praticado por grupo de extermínio; homicídio qualificado; genocídio; extorsão mediante sequestro; estupro; disseminação de epidemia que provoque morte; adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais; e porte ilegal de arma de fogo de uso proibido.

 

Bullying e cyberbullying

 

O projeto sugere ainda a criminalização do bullying e do cyberbullying. Pelo texto, a pena para quem pratica “intimidação sistemática por meio de ação verbal, moral, sexual, social, psicológica, física ou material” deve ser de dois a quatro anos de prisão, além de multa. O texto também prevê a criação de protocolos a ser seguidos nas escolas para combater a violência.

 

A relatora defendeu o projeto de lei como uma forma de enviar “um recado” a criminosos. “O Senado termina o ano de 2023 mandando um recado para pedófilos e estupradores de crianças: nós vamos pegar todos vocês”, disse Damares.

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