Com informações do Diário do Rio.
A Zona Sul do Rio de Janeiro vem liderando um ranking nada nobre: o das fraudes no abastecimento de água. Só em 2025, a concessionária Águas do Rio já emitiu 894 notificações por ligações clandestinas — os famosos “gatos” — em imóveis de grande porte como shoppings, hotéis e condomínios residenciais. De janeiro de 2024 até agora, esse número chega a 1.354, somando impressionantes R$ 14,6 milhões em multas.
A prática, apesar de ilegal, é comum até entre quem tem poder aquisitivo. Segundo a concessionária, boa parte dos infratores possui condições de arcar com os custos do consumo regular, mas opta por burlar o sistema. “É um problema que vai além da ilegalidade: compromete a qualidade da água distribuída e pesa no bolso de quem paga corretamente”, alerta a empresa.
As fraudes mais recorrentes incluem o desvio direto da rede pública para evitar a medição, o uso de caminhões-pipa não autorizados e a manipulação de hidrômetros com objetos que travam o mecanismo. Todos esses atos configuram furto de água, crime que resulta não só em multa e corte imediato do fornecimento, como também no registro de boletim de ocorrência policial (B.O.).
Segundo a Águas do Rio, há um esforço contínuo para identificar e coibir esse tipo de prática. As ações de fiscalização foram reforçadas nos últimos meses, especialmente nas regiões com alto consumo, como a orla e os bairros mais valorizados da cidade.
Enquanto isso, o prejuízo da fraude segue diluído nas contas de quem consome dentro da legalidade. A concessionária alerta: “Além da multa e do B.O., o infrator também deve pagar retroativamente o valor estimado da água desviada”.