O carioca começou 2025 pagando algumas das tarifas de transporte público mais caras do país. No metrô, é de R$ 7,50: R$ 2 reais a mais do que em Belo Horizonte e Brasília (R$ 5,50); R$ 2,30 a mais do que em São Paulo (R$ 5,30) e R$ 3,90 a mais do que em Fortaleza (R$ 3,60).
Nos trens, a nova tarifa – que passa a valer em fevereiro – vai custar R$ 7,60 – bem mais cara do que em São Paulo (R$ 5,20), Fortaleza (3,60) e outras cidades do Nordeste como Natal, João Pessoa e Maceió (R$ 2,50).
As primeiras tarifas a subirem de preço neste ano foram as de ônibus, BRT, VLT, vans e os ‘cabritinhos’, que passaram a custar R$ 4,70 no primeiro dia útil. Na mesma data foi publicado o reajuste dos táxis, passando para R$ 6,20 a bandeirada. A bandeira 1 passa a ser R$ 3,65, das 6h às 21h, nos dias úteis, de segunda-feira a sábado. A bandeira 2 será de R$ 4,38, praticada no período noturno das 21h às 6h, assim como nos domingos, e feriados.
Em entrevista por ocasião dos reajustes o prefeito Eduardo Paes (PSD) tentou justificar o aumento das tarifas. “É importante ter essa cultura do reajuste anual, sim, para que a gente não venha a ter o orçamento do município desequilibrado por uma despesa que estamos falando de R$ 1,3 bilhão esse ano”.
O trabalhador que depende do transporte público critica a qualidade do serviço, com modais sempre lotados, sem ar-condicionado, caindo aos pedaços e que não atendem ao volume de passageiros. Além disso, questionam a forma como o prefeito está priorizando o gasto do dinheiro público. Só o último show da Madonna custou R$ 10 milhões aos cofres públicos. Eduardo Paes alega que show dá retorno em arrecadação de ICMS, mas as contas, segundo a oposição costumam não bater.