O vereador Felipe Pires (PT) apresentou nesta quarta-feira (15) um projeto de lei inusitado na Câmara do Rio: quer proibir a venda irrestrita de máscaras realistas no município. O nome da proposta também chamou atenção: “Lei Família Amorim” — uma provocação direta ao vereador Rogério Amorim (PL) e ao irmão, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PL).
A inspiração para o projeto veio do episódio em que um ex-assessor de Rogério foi preso acusado de furtar um apart-hotel de luxo em Niterói. Para cometer o crime, o suspeito teria utilizado uma máscara de silicone com feições humanas. “Essas máscaras dificultam a identificação dos autores e têm sido usadas em furtos, fraudes e sequestros”, justificou Pires.
A proposta proíbe a venda e distribuição das máscaras, exceto para uso artístico, cinematográfico ou educacional, desde que o comprador comprove a finalidade e apresente identificação com CPF e RG. Estão previstas sanções como advertência, multa de até R$ 4 mil e até cassação do alvará do comércio em caso de reincidência.
Ao justificar a escolha do nome da lei, Felipe Pires atacou os irmãos Amorim: “Eles dizem todo dia que bandido bom é bandido morto — desde que não seja assessor deles. É uma homenagem justa à hipocrisia deles”. Segundo relatos de bastidores, o projeto já causa desconforto entre vereadores da base de Eduardo Paes. O prefeito, inclusive, teria ligado para aliados sugerindo que assinem como coautores.
Nos corredores da Casa, a proposta virou motivo de debates e trocadilhos. E, ao que tudo indica, será mais um embate político com nomes e sobrenomes.
Com informações do Agenda do Poder.