Com informações do O Globo. Foi sancionada a Lei 11.104/2026, que cria a denominação “Serra do Rio” para os vinhos produzidos com uvas cultivadas e/ou processadas na Região Serrana do Estado do Rio. A iniciativa, aprovada pela Alerj e assinada pelo governador Cláudio Castro, representa um marco para a vitivinicultura fluminense, dando visibilidade, identidade e valor agregado à produção local.
A nova denominação poderá ser usada por vinícolas, cooperativas, produtores rurais e associações com atuação comprovada em 27 municípios da Serra Fluminense, como Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Paraíba do Sul, Vassouras, Paty do Alferes, Três Rios e Miguel Pereira.
Com mais de 40 projetos vitivinícolas em curso e uma produção cada vez mais qualificada, o Rio de Janeiro se consolida como nova fronteira da produção nacional de vinhos finos.
— A Região Serrana do estado do Rio está vivendo um momento maravilhoso na produção de vinhos. O selo “Serra do Rio” valida esse movimento e ajuda a atrair novos olhares para a tipicidade dos nossos produtos — afirma Márcia Marinho, da Vinícola TerraBenta, em Paraíba do Sul.
Identidade, qualidade e incentivo ao turismo
Segundo a nova legislação, o selo vai assegurar ao consumidor a procedência e a qualidade dos vinhos da região, além de estimular boas práticas agrícolas e fortalecer o turismo de experiência e o enoturismo.
— É uma conquista construída a muitas mãos, com diálogo direto com os produtores. A nova marca protege o setor, dá força à nossa economia e projeta a Serra do Rio como referência vitivinícola. Estamos construindo um novo ciclo para o interior fluminense — destacou o deputado estadual Rodrigo Amorim (União), autor da lei ao lado de parlamentares como Guilherme Delaroli, Rodrigo Bacellar, Claudio Caiado, Chico Machado, Martha Rocha, entre outros.
O selo também deve facilitar o acesso a crédito rural, certificações e apoio técnico, impulsionando ainda mais o desenvolvimento do setor.
Gestão pública e articulação com o INPI
A gestão e fiscalização do selo “Serra do Rio” ficará a cargo da Secretaria de Estado de Agricultura, que poderá firmar parcerias com a Emater-Rio, universidades, cooperativas, associações de produtores e até com o próprio Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), para eventual registro como Indicação Geográfica (IG) no futuro.
Para a vinícola Maturano, de Teresópolis, a criação do selo é um sinal de que a produção local começa a ser reconhecida e valorizada. — Iniciativas como essa mostram que há um movimento em torno da identidade da Serra Fluminense. Seguiremos acompanhando os próximos passos para que essa valorização também alcance o mercado nacional — afirmou a sócia Manuela Maturano.
Mais que um rótulo, um novo capítulo para o interior
A lei ainda autoriza a divulgação da marca “Serra do Rio” em aeroportos brasileiros, fortalecendo a imagem da região como polo turístico, econômico e ambiental.
Além de celebrar a diversidade do vinho brasileiro, a nova certificação coloca a Serra do Rio no mapa das regiões produtoras que unem tradição, qualidade e potencial de crescimento. Um brinde ao que o Rio tem de melhor — da serra para o mundo.