A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) inicia nesta segunda-feira (24) mais uma fase da Operação Rastreio, mirando quem comprou — ou está usando — celulares fruto de roubo ou furto no Rio de Janeiro.
O aviso será dado por WhatsApp: usuários de aparelhos identificados ao longo das investigações receberão mensagens dos próprios números institucionais das delegacias, intimando à devolução voluntária dos dispositivos. O prazo é de 72 horas para comparecer com o celular à unidade indicada.
Quem não entregar será enquadrado criminalmente por receptação. Segundo a Polícia Civil, o objetivo da operação é atingir toda a cadeia criminosa envolvida no roubo e na revenda desses aparelhos. “O crime de receptação pode parecer inofensivo, mas é o que move toda a cadeia criminosa. Os roubos e furtos só ocorrem porque há quem pague pelo celular. Esses aparelhos que estamos buscando recuperar podem ter custado vidas”, destacou o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.
A devolução ocorrerá somente nas delegacias, onde será formalizado o auto de entrega. Os celulares passarão por perícia e, depois, serão devolvidos aos verdadeiros donos — muitos deles ainda pagando as parcelas da compra. A ação busca, também, aliviar financeiramente essas vítimas.
O delegado alerta: comprar celular sem procedência pode sair caro. “Nunca compre um aparelho sem saber a origem. Exija nota fiscal, desconfie de preços muito abaixo do mercado e só compre em estabelecimentos de confiança”, disse.
Desde maio, quando a Operação Rastreio foi deflagrada, mais de 800 celulares já foram recuperados e pelo menos 50 pessoas foram presas por envolvimento com a cadeia do crime.