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Rio se despede de piloto da Polícia Civil baleado em operação; cortejo vai cruzar bairros em homenagem

Rio se despede de piloto da Polícia Civil baleado em operação; cortejo vai cruzar bairros em homenagem
Foto: Instagram / Reprodução

O corpo do piloto de helicóptero da Polícia Civil, Felipe Marques Monteiro, será velado nesta terça-feira (19) no Crematório da Penitência, na Zona Norte do Rio, depois de mais de um ano de luta pela vida após ser baleado durante uma operação na Vila Aliança, na Zona Oeste. Com informações do g1.

Felipe morreu neste domingo (17). Desde março de 2025, ele enfrentava um longo e duro processo de recuperação depois de ser atingido por um tiro no pescoço quando sobrevoava a comunidade a bordo de uma aeronave do Serviço Aeropolicial da Core.

Antes da cerimônia, colegas da Polícia Civil e de outras corporações vão prestar uma última homenagem ao piloto com um cortejo que sairá da base do Serviço Aeropolicial, na Lagoa, e seguirá até o Caju. O velório está marcado para as 15h e contará com missa de corpo presente.

Nos últimos dias, o quadro de saúde do policial havia se agravado por causa de uma infecção após complicações de uma cirurgia de prótese craniana realizada em 20 de abril. A esposa, Keidna Marques, vinha atualizando o estado clínico de Felipe e relatou que a situação era grave. Segundo ela, o policial precisou de medicações mais fortes e seguia lutando pela vida.

O caso já vinha se complicando desde abril, quando Felipe passou a enfrentar novos problemas após a cirurgia. No início de maio, ele ainda precisou passar por procedimentos para retirada de hematomas, controle de sangramentos e inserção de dreno.

Depois de ficar nove meses internado, Felipe chegou a receber alta do Hospital São Lucas, em dezembro, e foi transferido para um centro de reabilitação. Mas o quadro voltou a piorar. Segundo o gerente da clínica médica da unidade, Renato Ribeiro, o piloto passou por diversas neurocirurgias, ficou em coma por longo período e enfrentou mais de sete meses de cuidados intensivos. “O comandante é um guerreiro que nunca deixou de lutar pela vida”, afirmou.

A viúva também resumiu a trajetória do policial em uma frase curta e pesada: “O Felipe lutou como sempre viveu, com coragem, dignidade e fé”.

O ataque aconteceu em 20 de março de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na Vila Aliança, em Bangu. Criminosos atiraram contra o helicóptero com tiros de fuzil, e Felipe, que atuava como copiloto, foi atingido na região da testa, com perfuração no crânio. Um suspeito de participação no ataque foi preso em maio, mas outros envolvidos seguem foragidos.

Em nota, o Governo do Estado do Rio lamentou a morte do agente e destacou sua bravura no exercício da função. Segundo o comunicado, Felipe travou uma batalha “longa, difícil e corajosa” pela vida, cercado pelo apoio da família, dos colegas e de todos que torciam por sua recuperação.

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