Rio de Janeiro

Quatro anos de avanços começam a devolver a Baía de Guanabara para a população

Quatro anos de avanços começam a devolver a Baía de Guanabara para a população
Obras de instalação de CTS em São Gonçalo receberão investimento de R$ 120 milhões e serão concluídas em 2026 (Foto: Divulgação/Águas do Rio)

Com informações do Coisas da Política. Quatro anos após assumir os sistemas de água e esgoto em 27 municípios fluminenses, a Águas do Rio, concessionária da Aegea, lidera uma transformação inédita na Baía de Guanabara. O que antes era sinônimo de descaso e promessas frustradas começa a dar lugar a praias limpas, vida marinha de volta e banhistas em áreas historicamente impróprias. Os dados são confirmados por órgãos como o Inea.

A mudança é visível e mensurável. Mais de 127 milhões de litros de esgoto por dia deixaram de ser despejados na Baía graças à reativação de estruturas esquecidas, novas obras de tratamento e ações de fiscalização contra ligações clandestinas de esgoto.

Investimento bilionário

Desde novembro de 2021, a empresa já aportou R$ 5,1 bilhões em infraestrutura. A meta até 2033 é chegar a R$ 19 bilhões, sendo R$ 2,7 bilhões voltados apenas à proteção da Baía de Guanabara. Um dos marcos desse processo foi a limpeza do Interceptor Oceânico, túnel que leva esgoto do Centro e da Zona Sul ao Emissário Submarino de Ipanema. Foram retiradas 3 mil toneladas de areia e lixo — medida que melhorou a balneabilidade de praias como Flamengo, Urca, Glória e até Paquetá.

CTS em São Gonçalo e Ilha do Governador

Em São Gonçalo, a primeira fase do sistema de Coleta em Tempo Seco (CTS) já impede que 3,5 milhões de litros de esgoto/dia cheguem à Baía. A estrutura de R$ 120 milhões será estendida a sete bairros, beneficiando 130 mil moradores. Já na Ilha do Governador, as obras devem tornar próprias para banho as praias da Guanabara, Engenhoca e Bica até o fim de 2026, com corte de 4,9 milhões de litros/dia de esgoto.

“Saneamento é vetor de saúde pública e desenvolvimento socioeconômico. Para cada R$ 1 investido, há retorno direto em turismo, comércio, valorização imobiliária e educação”, diz Sinval Andrade, diretor institucional da Águas do Rio.

Meta nacional

As ações estão em linha com o Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020), que obriga 99% de cobertura de água potável e 90% de esgoto tratado até 2033. O caso da Baía começa a ser monitorado como exemplo positivo de continuidade na política pública.

Cavalos-marinhos, tartarugas e banhistas são só os primeiros a voltar. A Baía de Guanabara, finalmente, começa a ser devolvida à população.

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