O Palácio Tiradentes, um dos principais símbolos da história política brasileira, agora é Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio. A medida foi oficializada pela Lei 11.220/26, de autoria da deputada Verônica Lima (PT), aprovada pela Alerj, sancionada pelo Executivo e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (11).
Localizado na Praça XV, no Centro do Rio, o prédio completou 100 anos em 2026. Inaugurado em 6 de maio de 1926, o Palácio foi construído no local onde funcionava a antiga cadeia em que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ficou preso antes de ser executado.
Até 2021, o edifício abrigou a sede oficial da Alerj. Hoje, segue como sede histórica do Parlamento fluminense e espaço de memória política do estado.
“Esse espaço tem uma importância histórica, cultural e simbólica para a democracia brasileira e para a memória política do Estado”, afirmou Verônica Lima.
O Palácio Tiradentes tem cerca de três mil metros quadrados e 45 metros de altura. O projeto é dos arquitetos Archimedes Memória e Francisco Couchet, e o prédio é considerado por historiadores como o primeiro parlamento formal da República.
A construção reúne cúpulas, vitrais, mármores e inovações para a época, como o uso de concreto armado.
“Até então, o Legislativo funcionava em prédios improvisados e inadequados. Nunca havia tido uma sede própria pensada especificamente para essa função”, explicou o historiador e servidor da Alerj Douglas Liborio.
A nova lei também autoriza o poder público a promover ações de preservação histórica e incentivo cultural no espaço, inclusive em parceria com entidades da sociedade civil.
O Palácio Tiradentes recebe visitas guiadas gratuitas de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, e conta com exposição permanente sobre a história do edifício.
