Política

Fim da janela partidária: PL cresce na Câmara e PDT amarga maior perda de deputados

Fim da janela partidária: PL cresce na Câmara e PDT amarga maior perda de deputados
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Com o fim da janela partidária, encerrada na última sexta-feira (3), o PL saiu como principal vencedor em números absolutos e manteve a maior bancada da Câmara dos Deputados. Já o PDT foi o partido que mais encolheu proporcionalmente no período. Os números ainda são preliminares e foram levantados pelo Metrópoles com base em informações repassadas por lideranças partidárias.

A janela é o período previsto na legislação eleitoral que permite a deputados trocarem de partido sem risco de perder o mandato. Neste ano, ela ficou aberta por 30 dias e terminou em 3 de abril. O consolidado oficial ainda será divulgado pela Justiça Eleitoral.

O PL, partido de Jair Bolsonaro, passou de 88 para 97 deputados e ampliou sua posição como maior bancada da Casa. O crescimento foi o maior em números absolutos, embora o partido ainda siga abaixo dos 99 deputados com que começou esta legislatura.

Se no tamanho bruto o PL levou a melhor, no crescimento proporcional quem mais avançou foi o Podemos, que saltou de 16 para 27 deputados, alta de 68,8%. Também cresceram, em menor escala, Solidariedade, PSD, PP e a federação PSOL-Rede. O partido Missão passou a ter representação na Câmara com a filiação de Kim Kataguiri, que deixou o União Brasil.

Do lado das perdas, o PDT teve a maior queda proporcional: caiu de 16 para 9 deputados, uma redução de 43,8%. O PRD recuou de cinco para três cadeiras, e o Cidadania encolheu de quatro para dois parlamentares.

Entre os partidos grandes, o maior tombo em números absolutos foi o do União Brasil, que perdeu oito deputados e caiu de 59 para 51. Um dos movimentos de maior peso foi a saída de Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, que deixou a legenda e se filiou ao PL.

O PT, partido do presidente Lula, teve leve recuo, de 68 para 67 deputados, enquanto Republicanos e Avante perderam uma cadeira cada. Já o PSD cresceu e recebeu, entre outros nomes, o deputado Túlio Gadêlha, que estava na Rede.

Na prática, a janela mexeu no tabuleiro, mas não virou a mesa: o PL segue com a maior força na Câmara, o Centrão perdeu peças importantes em algumas siglas, e o PDT saiu como o maior derrotado nesse troca-troca de legenda. O espaço segue aberto para manifestações dos partidos.

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