Política

Antes das férias (ops, do recesso), Alerj vai votar mais de 50 vetos que estão na gaveta desde os tempos de Cláudio Castro

Antes das férias (ops, do recesso), Alerj vai votar mais de 50 vetos que estão na gaveta desde os tempos de Cláudio Castro
A Alerj marcou para a próxima terça-feira (30) a análise de mais de 50 vetos, ainda dos tempos de Cláudio Castro - Foto: Divulgação/Alerj

No colégio de líderes desta quinta-feira (25), os deputados da Assembleia Legislativa (Alerj) marcaram para a próxima terça (30), às 11h, uma sessão extraordinária para avaliar mais de 50 vetos — que tiram uma soneca nas gavetas da casa desde os tempos do então governador Cláudio Castro (PL). As informações são da coluna da Berenice Seara/Tempo Real.

Entre eles, os blocks impostos por Castro à lei que reestruturou o Fundo Orçamentário Temporário (FOT), aprovada pela casa em 2025. Em dezembro, o então governador sancionou a lei que promove uma escalada agressiva nas alíquotas do FOT — que saltarão dos atuais 10% para 60% até 2032.

Mas vetou as salvaguardas incluídas no projeto pelos deputados — que protegiam setores estratégicos como o de petróleo e gás, o comércio atacadista e o comércio exterior.

O fundo, para quem não está ligando o nome ao instrumento fiscal, regula os incentivos concedidos às empresas — que deixarão, progressivamente, de ter direito aos benefícios.

Mercês criticou o aumento das alíquotas

No Largo da Carioca, já é dada como certa a derrubada dos vetos aos artigos do FOT. Um dos maiores críticos ao violento aumento das alíquotas, na ocasião, foi o economista-chefe da Fecomércio na ocasião — e hoje secretário estadual de Fazenda — Guilherme Mercês.

A derrubada pode ser considerado uma grande vitória do setor produtivo — principalmente, da pequena indústria petrolífera — que nunca desistiu dos artigos de proteção.

Outros vetos que vão a plenário

Entre mais de meia centena de projetos vetados estão o que autorizava o governo a celebrar convênio com o Exército para aproveitar, no Corpo de Bombeiros, os excedentes do alistamento, de Samuel Malafaia (PL); o que previa o fornecimento de vagas de estacionamento para advogados no exercício da função, de Dionísio Lins (PP) e Júlio Rocha (Agir); e o que proibia a interrupção do fornecimento de energia eletrônica e água para a população de baixa renda nos períodos de extremo calor, de Professor Josemar (PSOL).

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