Mais da metade dos vereadores da Câmara Municipal do Rio decidiu testar a força nas urnas nas eleições de outubro. Dos 51 integrantes da Casa, 26 são candidatos a outros cargos em 2026. Eles tentam deixar a Cinelândia rumo à Alerj, ao Palácio Guanabara ou a Brasília.
A movimentação pode mudar a composição do Palácio Pedro Ernesto a partir de 2027. Dos 26 candidatos, 14 concorrem à Câmara dos Deputados, nove à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, dois ao Senado Federal e um ao Governo do Estado.
A campanha eleitoral começou oficialmente no domingo (16). Desde então, os candidatos estão autorizados a pedir votos, promover comícios, caminhadas e carreatas, além de divulgar propaganda nas redes sociais.
Brasília é o principal destino dos vereadores
A maior debandada ocorre entre os vereadores que tentam chegar à Câmara dos Deputados. São 14 candidatos de diferentes partidos e campos políticos.
O PSD, partido de Eduardo Paes, tem a maior bancada nessa disputa. São candidatos Felipe Boró, Marcelo Diniz, Marcio Ribeiro, Rafael Aloisio Freitas e Salvino Oliveira.
Pelo PL, partido do candidato ao governo Douglas Ruas, concorrem Alana Passos e Rafael Satiê.
A esquerda tem Rick Azevedo (PSOL), Tainá de Paula (PT) e Tatiana Roque (PSB). A lista de candidatos a deputado federal também conta com Leniel Borel (PP), Rodrigo Vizeu (MDB), Talita Galhardo (PSDB) e Willian Coelho (Avante).
Nove vereadores tentam uma cadeira na Alerj
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro é o segundo destino mais procurado pelos integrantes da Câmara. Nove vereadores disputam uma das 70 cadeiras da Alerj.
Mais uma vez, o PSD lidera a movimentação. O partido lançou Joyce Trindade, Flavio Valle, Junior da Lucinha, Luiz Ramos Filho e Pedro Duarte.
Também tentam trocar a Câmara pela Alerj os vereadores Dr. Rogério Amorim (PL), Felipe Michel (PP), Leonel de Esquerda (PT) e Renato Moura (MDB).
Marcos Dias e Mônica Benício disputam o Senado
Dois vereadores do Rio concorrem às vagas do estado no Senado Federal. Marcos Dias, do Podemos, tenta atrair o eleitorado moderado e de centro-direita. O primeiro suplente da chapa é seu irmão, o pastor Everaldo Pereira.
Durante o lançamento da candidatura, Marcos Dias apontou a segurança pública como a principal bandeira da campanha. O vereador também pretende discutir temas ligados à economia e ao funcionamento das instituições.
Mônica Benício, do PSOL, disputa o Senado com uma plataforma voltada para os direitos humanos, os direitos das mulheres, da população LGBTQIA+ e dos moradores de favelas e periferias. A primeira suplente é a servidora pública Vanderlea Aguiar, também do PSOL.
A vereadora chegou a declarar apoio à candidatura da deputada federal Benedita da Silva (PT). Agora, pretende conquistar uma das duas cadeiras do Rio no Senado ao lado da petista.
William Siri tenta chegar ao Palácio Guanabara
A candidatura mais ambiciosa entre os vereadores é a de William Siri (PSOL). Líder do partido na Câmara, ele é o único integrante da Casa na disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Depois de dois mandatos como vereador, Siri concorre pela primeira vez ao Palácio Guanabara. Nos últimos meses, visitou municípios de diferentes regiões do estado e apresentou como bandeiras a valorização dos serviços públicos, a reestatização da Cedae, a revisão de concessões, a defesa do meio ambiente e a ampliação das políticas para a Zona Oeste.
A candidata a vice-governadora na chapa é Juliana Carvalho (PSOL). A dupla tenta ocupar o espaço de oposição na disputa estadual.
Com informações do Diário do Rio.