Rio de Janeiro

Tecnologia de ponta é aliada contra o desperdício e na universalização do abastecimento de água

Tecnologia de ponta é aliada contra o desperdício e na universalização do abastecimento de água

Atualizado: 1 de out. de 2024

Águas do Rio aposta no uso de satélite a 600 km da Terra e em válvulas inteligentes para continuar levando o recurso à população mais vulnerável

O desperdício de água é um dos grandes desafios enfrentados pelos estados brasileiros. E, de acordo com dados do Instituto Trata Brasil, cerca de 40% da água que passa por tratamento é perdida em ligações clandestinas ou em vazamentos ao longo de quilômetros de tubulações deterioradas em todo o país. Para mudar essa realidade, que é ainda pior no Rio de Janeiro, a Águas do Rio investe em tecnologia de ponta para reduzir a perda dos 65% – do início da concessão – para 25%, até 2033.

Para encontrar vazamentos ocultos até três metros abaixo da superfície, a concessionária adotou uma abordagem tecnológica inovadora: um satélite, que antes procurava água em Marte, agora está buscando desperdício de água tratada no Estado do Rio. A 600 km da Terra, o equipamento consegue identificar a presença de água no subsolo porque detecta o cloro dissolvido. A tecnologia poupa o tempo das equipes que fazem os reparos das tubulações nas ruas.

Atuando há quase três anos em 27 cidades fluminenses, a Águas do Rio está à frente de um plano macro contra o desperdício de água tratada.  O projeto, que vai da regularização de redes clandestinas até a busca e o reparo de vazamentos subterrâneos, já possibilitou que três bilhões de litros de água, antes desperdiçados todos os meses, pudessem abastecer hoje 621 mil pessoas.

De acordo com Sinval Andrade, o investimento contínuo na melhor gestão da água dentro do sistema é o que vai garantir auxiliar no avanço do serviço até regiões hoje desabastecidas.

Além da identificação de vazamentos, a Águas do Rio vem investindo na instalação de 266 válvulas inteligentes em pontos estratégicos de sua rede de fornecimento de água. Essas válvulas ajustam automaticamente o fluxo de água conforme a demanda de cada região. Assim, a companhia espera distribuir a água de forma mais homogênea para a população da Região Metropolitana, além de reduzir os vazamentos provocados por altas pressões nas tubulações.

Fornecimento regularizado para 621 mil pessoas

Desde o início das operações, mais de 621 mil pessoas passaram a ter água regularizada pela primeira vez. A empresa estima que, na área de concessão, ainda haja uma perda de 19 bilhões de litros de água por mês apenas em vazamentos – um volume que poderia abastecer cerca de 4 milhões de pessoas ou um milhão de residências.

“Estamos trabalhando para que toda essa água retorne ao sistema, e isso é importante não apenas para garantir o abastecimento das pessoas hoje, mas, também, no futuro”, finaliza o diretor.

 

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