Embora os games pareçam apenas um passatempo, eles representam um meio de socialização e ajudam a movimentar a economia do país. O mercado de games fatura anualmente R$ 13 bilhões no Brasil, estima estudo realizado pela plataforma MindMiners, que explora perfis, comportamentos, hábitos e outras informações que revelam potenciais oportunidades do mercado global.
A relevância é tanta que a Semana da Valorização da Cultura Gamer acabou de ser incluída no Calendário Oficial do Estado do Rio, por meio da Lei 10.405, de autoria do deputado Thiago Gagliasso, aprovada na Alerj e sancionada pelo governador Cláudio Castro.
Não é só no Brasil que a cultura gamer movimenta valores bilionários. No mundo, o setor fatura cerca de US$ 200 bilhões anuais e está em pleno crescimento.
“Essa realidade não apenas está se consolidando, mas também está permeando muitos aspectos da sociedade, onde o consumo de jogos transcende a esfera do entretenimento, adentrando o mundo dos negócios. Atualmente, presenciamos eventos competitivos com audiências que ultrapassam a marca dos milhões de espectadores simultâneos. Ao mesmo tempo, há uma significativa parcela de consumidores que investem em jogos, adquirindo itens, acessórios e outros produtos relacionados”, justificou o deputado.
Um levantamento feito em 2023 pela consultoria Newzoo apontou o Brasil como décimo maior mercado de games do mundo. No País, mais de 100 milhões de jogadores gastaram US$ 2,7 bilhões em 2022, o que representa cerca de R$ 15 bilhões. A expectativa é que esse valor chegue perto de US$ 3,5 bilhões em 2025, ou R$ 17,5 bilhões.
Para o deputado, em última análise, considerar os gamers apenas como participantes de uma atividade recreativa é um pensamento estreito e ultrapassado.