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Segurança pública e inovação são desafios para a área de Saúde no RJ

Segurança pública e inovação são desafios para a área de Saúde no RJ

Primeiro Fórum de Debates da Frente Parlamentar do Complexo Econômico-Industrial da Saúde da Alerj ouviu autoridades e especialistas para discutir caminhos que tornem o setor um indutor do crescimento e gerador de emprego e renda para o Estado.

Por Redação

Responsável por 24% do ISS do Rio de Janeiro, e mais de 5% de sua arrecadação, o setor de Saúde tem um enorme potencial para se tornar indutor do desenvolvimento econômico e gerador de emprego e renda do Estado. Sede de seis hospitais federais, cinco instituições nacionais de ensino, assistência e pesquisa, como o Inca, renomadas universidades públicas, laboratórios, indústrias dos setores farmacêutico e farmoquímico, além da Fiocruz, que destaca-se na produção de insumos e conhecimento, o Rio de Janeiro tem condições diferenciadas, porém enfrenta desafios para atrair novos investimentos e se tornar protagonista desse modelo de crescimento.

Palestrante do primeiro Fórum de Debates da Frente Parlamentar do Complexo Econômico-Industrial da Saúde da Alerj, realizada nesta segunda-feira (27/11), Mario falou sobre a preocupação da Fiocruz com a inovação e demonstrou empolgação com o avanço do novo Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS), em Santa Cruz, que terá capacidade de produzir 600 milhões de vacinas por ano, gerando 2500 empregos, somente durante a obra, e mais de 2 mil empregos durante a operação, além de atrair inúmeras indústrias de insumos para o Estado.

Coordenadora da Frente Parlamentar do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, a deputada Célia Jordão (PL) afirmou que a Alerj fará a interlocução entre os diversos poderes e atores que participam da formulação de políticas para o setor e ressaltou a importância de se identificar todos os municípios fluminenses que tenham potencial para atrair investimentos:

Participando do debate, o presidente da Finep, Celso Pansera, afirmou que é preciso um programa claro de investimentos do Estado que priorize a inovação. “Cerca de 15% do PIB brasileiro são compras públicas, sendo que parte significativa desse montante corresponde à área de Saúde. O Governo precisa de uma política clara para priorizar compras públicas voltadas para a inovação do setor, realizando gastos que gerem retorno com a geração de emprego e renda para o Estado”, afirmou.

Integrante da Frente Parlamentar, a deputada Martha Rocha (PDT) lembrou que a segurança pública deve ser incluída na agenda da Saúde: “O roubo e o furto de medicamentos estão entre os principais roubos de cargas do Estado. Então, precisamos ouvir autoridades e especialistas para traçar ações que ajudem a coibir esses crimes que prejudicam a atração de novos negócios”, ressaltou a parlamentar.

Também participaram do debate Denizar Vianna, presidente do Conselho de Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro; Nelson Rocha, Diretor Presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Estado do Rio de Janeiro (CAERJ); Marcus Soalheiro, da Nortec; e Rodrigo Santiago, da Firjan.

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