O mexicano Daniel Ospina Garcia teve a prisão temporária pedida pela polícia à Justiça. Sandra foi encontrada morta neste domingo (25). Ao lado do corpo, a filha da vítima, de oito meses, estava dentro do berço.
Via g1
Daniel Ospina Garcia, o principal suspeito de matar a cabelereira Sandra Maria Souza Silva, de 34 anos, já foi preso quatro vezes por furto e tráfico de drogas e é investigado pela Polícia Federal. Ele usava um nome falso, de Davi Rodrigues.
O pedido de prisão temporária dele já foi feito à Justiça pela polícia, e o Ministério Público se manifestou favoravelmente.
Equipes da polícia fazem novas buscas nesta terça-feira (26) pra tentar encontrar Daniel, que é mexicano.
Os peritos encontraram impressões digitais do suspeito nos objetos que estavam no apartamento da cabeleireira.
Sandra foi encontrada morta em um apartamento na região da Sé, Centro de São Paulo, neste domingo (24). Ao lado do corpo, a filha da vítima, de oito meses, estava dentro do berço.
Vizinhos e amigas da cabeleireira resolveram acionar um chaveiro para abrir a porta do apartamento devido ao sumiço da mulher desde o último contato que tiveram com ela, na sexta-feira (22).
Câmeras registraram saída de suspeito
A polícia divulgou na tarde desta segunda-feira (25) as primeiras imagens do suspeito. Nas imagens feitas por câmeras de segurança do prédio em que morava a vítima, ele chega a um hall sozinho, às 19h38, e chama o elevador. Depois, às 19h39, reaparece no local com sacolas. Às 21h47, em outro local do prédio, o suspeito surge descendo escadas com malas
Na manhã desta segunda-feira (25), policiais voltaram ao apartamento na Rua Tabatinguera, na Liberdade, região central da capital paulista, para investigar a morte da mulher encontrada no local no domingo (24).
O pai da criança, ex-companheiro de Sandra, prestou depoimento na madrugada desta segunda-feira (25) e foi liberado.
De acordo com o advogado da família, Fábio Costa, a bebê de 8 meses recebeu alta nesta segunda-feira (25). Tanto o pai dela quanto a família de Sandra querem ficar com a guarda da criança.
“O ex-marido, que é o pai, está no hospital nesse momento querendo pegar a criança, ela teve alta. A irmã também manifestou o desejo de ficar com a guarda da criança, o que será decidido pelo Conselho Tutelar. Eles vão dar uma guarda-provisória”, afirmou Costa.
A família não tem endereço do suspeito de assassinar Sandra. A polícia tem endereços de onde ele já morou anteriormente e está fazendo diligências. O fato de ele ser estrangeiro tem tornado a busca mais difícil, de acordo com Costa.
Daniel foi visto pela última vez na sexta, saindo do prédio com bolsas na mão. Desde então ele não foi mais encontrado.
Quem tiver alguma informação que possa ajudar a polícia, pode ligar para o Disque Denúncia no número 181. Não é necessário se identificar.
‘Família acabada, destruída’
A irmã de Sandra afirmou que a família está “acabada, destruída” com o ocorrido. Ela tem medo de mostrar o rosto e contou que ninguém conseguiu falar com Sandra no fim de semana. No domingo (24) à tarde, uma amiga desconfiou.
“A gente ficou sabendo por uma amiga dela, que me ligou mais cedo perguntando se ela estava comigo lá na minha casa, mas aí eu falei para ela que ela não estava. Aí ela pegou e falou que iria vir na casa dela para ver o que tinha acontecido porque já tinha dois dias que ela estava sumida.”
A família não se conforma com o crime.
“A pessoa tirar a vida de alguém, assim, do nada. Destruir uma vida, uma família, uma bebezinha de 8 meses, sozinha, trancada dentro de um quarto. Uma família acabada, destruída”, disse a irmã da vítima.
A amiga chamou um chaveiro para abrir o apartamento e encontrou Sandra morta. A criança foi levada para a Santa Casa. Ela ficou dois dias no berço e tinha sinais de desidratação e um machucado na perna.
“Ela tinha me ligado de vídeo na sexta-feira e ela estava com a boca meio machucada e esse homem estava lá na casa dela com ela. Eu perguntei se ele tinha batido nela, mas ela falou que não”, relembra a irmã.
A Delegacia da Mulher investiga o crime como feminicídio.
Pelos números da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a polícia registrou nove feminicídios na capital, de janeiro a maio deste ano. Foram 33 em todos os meses de 2021 e 44, em 2019, antes da pandemia.