Embora o ministro da Justiça e Segurança Pública ainda não tenha anunciado formalmente a medida, presidente assegurou que está “tudo certo”.
Via Metrópoles
Em conversa com apoiadores, na manhã desta terça-feira (12/4), o presidente Jair Bolsonaro (PL) assegurou que está tudo acertado com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, para a convocação de mais mil aprovados nos concursos da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O ato, no entanto, ainda não foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).
No fim do mês de março, Torres anunciou, durante um evento, que o governo tem intenção de convocar todos os candidatos excedentes aprovados nos concursos das polícias e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
“O que nos interessa é a instituição é lucrativa para nós. O trabalho com apreensão de drogas, de dinheiro, de armamento é lucrativo para o Brasil”, completou o mandatário sobre os trabalhos desenvolvidos pela PF e PRF.
Crime de responsabilidade
Bolsonaro ainda comentou o risco que corre em nomeações extras, passível de imputação por crime de responsabilidade. “Eu tenho um limite. Eu não posso colocar lá 2 mil. Se eu botar 2 mil, eu respondo por crime de responsabilidade. É só isso. Tem um edital, que tem aquele número ali. Tem um excesso que pode se fazer, não posso ir mais além disso aí.”
Em novembro do ano passado, o chefe do Executivo federal recebeu concurseiros que o questionaram sobre a possibilidade de mudanças nos trâmites de aprovação e contratação de agentes para a Polícia Federal (PF). Prontamente, o presidente tirou o celular do bolso e ligou, ainda na presença dos apoiadores, para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. “Anderson, sabe o Decreto nº 9.739, de concurso da PF? Um pessoal extra que quer entrar. Existe a chance de mexer no decreto?”, perguntou.